4 mudanças na segunda edição do “Enem dos Concursos”
Com mais de 2 milhões de inscritos em sua estreia em 2024, o “Enem dos Concursos” — o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) — marcou o início de uma nova etapa nos processos seletivos do serviço público federal. A proposta de unificar diferentes órgãos em uma única aplicação trouxe agilidade, economia e organização.
A segunda edição da prova, que acontece neste ano, terá algumas mudanças importantes, segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). A seguir, confira algumas delas!
1. Identificação por código de barras no cartão-resposta
Diferentemente da primeira edição, os candidatos não precisarão mais preencher manualmente campos como tipo de gabarito ou transcrever frases. O cartão-resposta da segunda edição do CPNU contará com um código de barras único que permitirá a identificação automática de cada participante.
De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), essa inovação visa eliminar o risco de erro humano e garantir que o foco do candidato permaneça apenas no conteúdo da prova. Afinal, a máquina conseguirá ler e vincular cada prova ao participante correspondente, sem qualquer confusão.
2. Provas mais seguras e com correção mais rápida
Com a tecnologia de código de barras, cada caderno de questões será único e vinculado ao candidato sem que seus dados pessoais fiquem visíveis aos corretores. Esse sistema contribui tanto para preservar o anonimato quanto para acelerar o processo de correção.
Na edição anterior, os resultados foram divulgados 194 dias após as provas, em 28 de fevereiro, apesar da previsão inicial de 25 de novembro. A nova expectativa é que, com a automatização, essa espera seja reduzida significativamente.
3. Edital unificado para todos os blocos
Uma das principais mudanças da segunda edição será a publicação de um edital único, contemplando todos os blocos temáticos. Em 2024, cada bloco teve seu próprio documento, o que gerou dúvidas entre os candidatos.
A nova organização visa facilitar a compreensão geral do certame, ainda que as áreas continuem divididas por temas. Serão oito blocos no total — sete voltados ao nível superior e um dedicado às vagas de nível médio.
4. Inclusão de novas carreiras transversais
Entre as novidades, está a confirmação da participação de duas novas carreiras de nível superior: Analista Técnico de Justiça e Defesa e Analista Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico. Ambas são consideradas carreiras transversais, ou seja, poderão ser exercidas em diversos órgãos da Administração Pública Federal. Essa ampliação atende a demandas por profissionais com competências abrangentes e que possam ser realocados conforme as necessidades dos órgãos públicos.