A classe dominante – Erner Machado
Eu tenho mencionado nos últimos escritos a existência, no país, de uma classe maldita e dominante.
Já, com algum atraso, informo que falo da classe política brasileira cuja doutrina e cuja prática transformam um membro de qualquer partido,seja de Direita, Centro ou de Esquerda, depois de eleito, em um personagem que paira acima de qualquer parâmetro limitador que possa ser imaginado.
Esta classe maldita e dominante, age ao arrepio da lei, da ética, da moral, e da consciência social a que estão submetidos os cidadãos comuns, dos quaís é originária e que, paradoxalmente, a criam e a sustentam.
E vem sendo assim, através dos tempos ,descarada e impunemente, encenada no Teatro da vida Nacional, esta peça de terror politico para deleite pessoal e coletivo de seus escritores, diretores e atores que se apresentam aos nossos olhos, como salvadores da nação para, logo no segundo ato, se transformarem em vilões cujas falas, atuação e ações apunhalam covardemente o povo indefeso e inerte.
Chegamos, nestes últimos vinte anos, à apoteose da encenação e a Classe Política Maldita e Dominante seguindo o roteiro, vergonhosamente, determinado resolveu utilizando-se de sua secular impunidade ,superar todos os atos anteriores e dedicar-se ao saque dos cofres da nação.
E nós, ao invés de sairmos às ruas e enfrentarmos estes delinquentes,em protesto e buscando a reparação deste roubo contra ao Povo e à Nação, estamos felizes porque o Grêmio poderá ser campeão do Brasil, ou Inter poderá deixar a segunda divisão. E, de quebra, ainda, ficamos mais eufóricos porque ouvimos, nas ondas do vento que nos trás, do futuro, algum toque de réco-réco e de tamborim, anunciando que o carnaval chegará em fevereiro de 2018.
Já estamos nos preparando para, por alguns dias, na nossa alienação e desprezo pela própria desgraça, do Oiapoque ao Chuí, sermos reis, rainhas, mestres de cerimônias e porta bandeiras.
Não nos damos conta que, nos camarotes a classe política maldita e dominante, toma uísque e champanha importados, come caviar e continuará rindo da trupe que desfilará, encharcada de cachaça, cantando nas ruas do Brasil,….Eu sou aquele Pierrô, que te beijou meu amor…. do eterno Zé kéti , na música Máscara Negra ou, quem sabe, lembrando de Max Nunes e Laércio Alves as avenidas se encantem ouvindo os palhaços cantarem : Bandeira Branca Amor, não posso mais, pela saudade que me invade eu peço paz…
Erner Antonio Freitas Machado
Consultoria Financeira e Imobiliária
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