Muita chuva, vento leste e possível ciclone se formando na costa do RS: veja nota do Inmet
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em conjunto com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) emitiu, nota técnica sobre os riscos geo-hidrológicos para o Rio Grande do Sul.
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O documento traz a previsão meteorológica e análise de riscos para o período entre os dias 10 a 13 de maio de 2024.
De acordo com a nota, a partir desta quinta-feira (9), o avanço de uma frente pelo estado de Santa Catarina e a entrada de um ar mais frio, de quadrante sul, pelo Rio Grande do Sul, irá provocar queda de temperatura no estado gaúcho e pouca chance de chuva.
Contudo, ao longo do dia, esse sistema começa a recuar para o sul do estado, na forma de frente quente, deixando pouca chance de chuva volumosa, mas contribuindo para uma virada dos ventos.
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Essas rajadas passarão a soprar do setor leste, o que dificulta o escoamento das águas da Lagoa dos Patos em direção ao oceano.
A partir da sexta-feira (10), o sistema frontal irá se tornar semi-estacionário sobre a região central do Rio Grande do Sul.
Assim, entre a sexta e a segunda-feira (13), as chuvas serão mais intensas no centro-leste e nordeste do estado, incluindo a região metropolitana da capital, Porto Alegre, onde se encontram algumas bacias de captação do rio Guaíba.
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Os acumulados de chuva neste período poderão superar os 150 milímetros (mm), condição que pode agravar ainda mais a situação do estado.
Ainda na segunda, a previsão indica a passagem de uma nova frente fria mais intensa sobre a Região Sul do Brasil, incluindo a possível formação de um ciclone extratropical nas proximidades da costa, o que pode causar o incremento dos ventos do setor leste.
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Nos dias seguintes, esta frente fria e o posterior ingresso de uma massa de ar frio e seco irá causar queda nas temperaturas e possibilidade de chuva na próxima semana.
As rajadas de vento seguirão soprando do setor sul e dificultando o escoamento das águas.
RISCO HIDROLÓGICO
Atualmente, os rios Taquari, Caí e Sinos continuam em recessão, da mesma forma que toda a região do delta do Jacuí.
Por conta da velocidade e direção dos ventos existe uma situação de estabilidade com leve tendência de subida no nível do rio Guaíba.
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Ao longo dos próximos dias, a volta da chuva para a região metropolitana e norte do Rio Grande do Sul pode aumentar o volume de água que chega nesse rio.
Conforme a previsão, a chuva volumosa deve atingir as bacias hidrográficas mais próximas à região metropolitana de Porto Alegre, como as dos rios Gravataí, rio dos Sinos e rio Caí.
Além disso, ao longo dos próximos dias, a posição dos ventos na Lagoa dos Patos dificultará o escoamento das águas aumentando o risco de inundação dos municípios na região de Pelotas, Rio Grande e arredores.
Devido a essas condições, é necessário atenção redobrada a bacia do rio Uruguai e seus afluentes, localizados na região da fronteira oeste do estado gaúcho, que devem continuar subindo pelos próximos dias.
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