Caso Návia: quatro acusados pela morte de cabeleireira em Tramandaí vão a júri em setembro
Quatro acusados pela morte da cabeleireira Návia Regina Christan, conhecida como Maninha, serão julgados pelo Tribunal do Júri de Tramandaí, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.
O julgamento deve começar às 9h do dia 24 de setembro de 2026 e tem previsão de durar dois dias. A sessão será presidida pelo juiz de Direito Gilberto Pinto Fontoura, da 1ª Vara Criminal de Tramandaí.
Respondem ao processo Silvana Cristan, irmã da vítima; Joares Antônio Pellinson, cunhado de Návia; Rosane de Lima Araújo, que era manicure e funcionária de Silvana; e Robsom Araújo de Moraes Soares.
Os quatro são acusados pelo Ministério Público de participação no homicídio ocorrido dentro do salão de beleza da vítima, em novembro de 2018.
O julgamento terá transmissão ao vivo pelo canal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul no YouTube.
O que aconteceu com Návia Regina Christan?
Návia, conhecida em Tramandaí como Maninha, era proprietária de um salão de beleza. A irmã dela, Silvana Cristan, também mantinha um estabelecimento do mesmo ramo.
O caso teve início antes do homicídio de 2018. Em 2017, Návia foi vítima de uma tentativa de assassinato. Na ocasião, a casa dela foi invadida e ela foi atingida por um tiro no rosto.
Os ferimentos provocados pelo disparo deixaram sequelas físicas e cognitivas permanentes. Pelo crime da tentativa de homicídio, os acusados foram posteriormente julgados e condenados.
Em 5 de novembro de 2018, porém, Návia voltou a ser alvo de um ataque. Desta vez, o crime ocorreu no próprio salão de beleza. O estabelecimento foi invadido e a cabeleireira foi atingida por três tiros.
Ela morreu no local.
Quem são os quatro acusados?
O processo reúne quatro réus, com acusações que apresentam qualificadoras diferentes.
Silvana Cristan e Joares Antônio Pellinson
Silvana Cristan e Joares Antônio Pellinson são acusados de homicídio qualificado por motivo fútil e por recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo a acusação apresentada pelo Ministério Público, os dois são apontados como mandantes do assassinato. Conforme a acusação, o crime teria sido motivado por desentendimentos familiares e pela suspeita do casal de que Návia pretendia prejudicá-los financeiramente.
Rosane de Lima Araújo e Robsom Araújo de Moraes Soares
Rosane de Lima Araújo e Robsom Araújo de Moraes Soares respondem pelo mesmo homicídio, com as qualificadoras de mediante paga ou recompensa e recurso que dificultou a defesa da vítima.
De acordo com a acusação, Rosane e Robsom teriam sido pagos para intermediar a contratação dos executores do assassinato.
Dois acusados pela execução já foram condenados
O processo relacionado à morte de Návia não termina nos quatro réus que irão a julgamento em setembro. Dois homens apontados como executores do homicídio já foram julgados.
Os dois foram condenados em 2022, conforme as informações divulgadas pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.
Por que o julgamento foi remarcado?
O júri estava inicialmente previsto para ocorrer em julho de 2026, mas acabou sendo remarcado para os dias 24 e 25 de setembro.
A mudança ocorreu depois que a defesa de dois dos réus pediu que eles fossem julgados separadamente dos demais acusados. O pedido foi negado.
A defesa havia informado que o advogado constituído pela dupla não poderia atuar por motivos de saúde.
Na decisão que manteve o julgamento conjunto, foi considerada a relação entre as condutas atribuídas aos réus. Segundo a decisão, a realização de sessões separadas poderia prejudicar a compreensão do caso pelos jurados e a análise conjunta das provas.

















