Adolescente dispersa substância em sala de aula e cerca de 20 pessoas passam mal no Litoral Norte

Um adolescente de 15 anos foi apreendido nesta terça-feira (18) após dispersar uma substância gasosa dentro de uma sala de aula da Escola Estadual de Ensino Médio Diogo Penha, em…
Foto: IA - Meramente ilustrativa

Um adolescente de 15 anos foi apreendido nesta terça-feira (18) após dispersar uma substância gasosa dentro de uma sala de aula da Escola Estadual de Ensino Médio Diogo Penha, em Balneário Pinhal, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

Cerca de 20 pessoas, entre estudantes e professores, apresentaram irritação nos olhos, no nariz e nas vias respiratórias após a liberação do composto no ambiente fechado. Algumas receberam atendimento médico, mas, segundo as informações apuradas inicialmente, não houve registro de quadro clínico grave.

Substância foi produzida de forma caseira, segundo relato

Conforme o relato inicial apresentado pelo adolescente às autoridades, o produto teria sido produzido de forma caseira a partir de conteúdos encontrados na internet.

A intenção, segundo a versão inicial, seria simular o efeito de um spray de pimenta.

No entanto, a composição exata da substância ainda não foi oficialmente confirmada. O material utilizado foi apreendido e deverá passar por análise pericial.

Somente o resultado da perícia poderá apontar quais componentes estavam presentes na mistura e esclarecer, com precisão, o risco químico provocado pela dispersão dentro da sala de aula.

Cerca de 20 pessoas apresentaram irritação

A liberação da substância provocou sintomas imediatos em aproximadamente 20 pessoas.

Professores e estudantes relataram ardência nos olhos, no nariz e nas vias respiratórias, o que mobilizou atendimento de emergência.

Apesar do número de pessoas afetadas, não havia, até a última atualização das informações disponíveis para esta reportagem, registro de vítimas em estado grave.

O episódio ocorreu na Escola Estadual de Ensino Médio Diogo Penha, instituição localizada na área central de Balneário Pinhal e integrante da rede pública estadual de ensino.

Material será analisado pela perícia

Um dos principais pontos que ainda dependem de confirmação é a composição do material dispersado no ambiente.

Embora o relato inicial mencione um composto produzido com base em enxofre, a identificação definitiva da substância depende do exame pericial.

Por esse motivo, a investigação deverá esclarecer não apenas quais produtos foram utilizados, mas também as circunstâncias em que a mistura foi preparada e levada para dentro da escola.

Adolescente responderá por ato infracional

O adolescente foi conduzido à delegacia e o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil.

Por ter 15 anos, ele não responde criminalmente da mesma forma que um adulto. O procedimento ocorre no âmbito do Estatuto da Criança e do Adolescente, com apuração de um ato infracional análogo a crime.

Segundo as informações iniciais do caso, a ocorrência foi enquadrada como ato infracional análogo ao crime de periclitação da vida e da saúde.

A investigação segue em andamento e o resultado da perícia poderá contribuir para a definição completa das circunstâncias e do procedimento relacionado ao episódio.

O que ainda está sendo apurado

Embora o atendimento às pessoas afetadas e a apreensão do adolescente façam parte das informações iniciais do caso, alguns pontos ainda dependem da conclusão das autoridades.

  • a composição química exata da substância;
  • quais produtos foram utilizados na mistura;
  • o nível de toxicidade e o potencial de risco do composto;
  • as circunstâncias completas da preparação e da dispersão;
  • o resultado final da investigação policial.

Até que a análise pericial seja concluída, não é possível afirmar com precisão qual era a substância presente no ambiente nem estabelecer conclusões definitivas sobre sua composição.

Caso chama atenção para riscos de experiências caseiras

O episódio ocorreu dentro de uma sala de aula e afetou professores e estudantes que estavam no mesmo ambiente, evidenciando o risco da manipulação e da mistura de produtos sem conhecimento técnico.

Em locais fechados, a dispersão de substâncias químicas pode atingir rapidamente várias pessoas, especialmente quando não há informação sobre a composição do material utilizado.

No caso de Balneário Pinhal, a confirmação definitiva sobre o que foi liberado dependerá do trabalho pericial.

A Polícia Civil continua apurando o episódio.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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