Ala Psiquiátrica do Hospital de Osório devolve dignidade a dezenas de pessoas

Desde sua abertura oficial, em setembro de 2012, a Ala Psiquiátrica do Hospital Beneficente São Vicente de Paulo já recebeu diversos pacientes em Osório.

Composta de oito leitos, sala de estar, refeitório, banheiros, copa e sala de exames, a unidade tem se tornado referência no atendimento a pessoas com esquizofrenia, transtorno bipolar, dependência química, depressão e outros problemas que requerem a atenção de profissionais capacitados.

Segundo a psicóloga Sabrina Trindade, responsável pelo setor, o primeiro passo é criar um vínculo de confiança com os pacientes. A desconfiança e a resistência de alguns, principalmente os dependentes químicos, faz com que a família tenha um papel fundamental na recuperação. “Eu sempre tento colocar para eles a importância da família. Depois da internação, há a necessidade de uma continuidade, que deve ser feita com o apoio dos familiares”, explica ela.

A busca por um leito na ala psiquiátrica tem sido muito grande. A psiquiatria tem trabalhado com 100% de ocupação, fato que gerou a necessidade de ampliação. A Direção do Hospital está providenciando em mais dois leitos, que, em breve, deverão ser implantados.

As internações funcionam por meio de fila de espera, mas tudo é feito em rede. O encaminhamento inicial é realizado na Casa Aberta e somente depois se trabalha com a internação.

A ala psiquiátrica de Osório recebe somente adultos, com atendimento individual e personalizado. “Cada caso precisa ser tratado de maneira diferente, respeitando as diferenças”, salienta a psicóloga.

Além das amplas salas, os pacientes também contam com um espaço ao ar livre, onde são feitas atividades de recreação e reinserção.

“A maneira como cada um é tradado é fundamental para que se tenha esperança na recuperação. Trabalhamos todos os dias para melhorar a vida dessas pessoas”, conclui Sabrina Trindade.

A Ala Psiquiátrica da Sociedade Beneficente São Vicente de Paulo recebe também pacientes de outros municípios. Na grande maioria dos casos atendidos, eles retornam à sociedade e conseguem ter uma vida normal. Cabe sempre salientar, que a força de vontade de cada um é de suma importância para o êxito na recuperação.

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