Alargamento da praia
O alargamento da praia em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, deu um passo decisivo rumo à execução após a apresentação de uma proposta milionária que pode transformar por completo a orla da Praia do Gravatá.
A Prefeitura recebeu o menor lance do processo — uma oferta de R$ 31,5 milhões apresentada pela multinacional holandesa Jan de Nul, gigante global do setor de dragagem.
O valor representa um desconto expressivo de 26,8% em relação ao orçamento original de R$ 43 milhões, configurando um dos movimentos mais competitivos já registrados em obras costeiras no município.
A sessão pública contou com mais de 50 lances e participação de três empresas, demonstrando o alto interesse pelo projeto.
Agora, a proposta segue para análise técnica e documental, etapa que antecede a homologação e que pode receber contestações dentro do prazo legal.
No modelo de pregão, vence o concorrente com o menor valor — desde que cumpra todos os critérios de habilitação e requisitos exigidos por lei.
O prefeito Liba Fronza classificou o avanço como “um passo decisivo para uma obra histórica”, destacando que a economia de mais de R$ 10 milhões possibilita ao município projetar investimentos complementares e ampliar a segurança financeira do empreendimento.
Como será o alargamento da Praia do Gravatá
O projeto prevê o alargamento de 2,3 km da Praia do Gravatá, entre a foz do Rio Gravatá e o Rio das Pedras.
Após a estabilização natural da areia — processo que costuma levar semanas — a faixa passará a ter 70 metros de largura, alterando significativamente o desenho da linha costeira.
A obra deverá ser executada em até cinco meses, mas o contrato terá vigência de 12 meses para contemplar possíveis ajustes operacionais e monitoramento ambiental.
O modelo segue padrões semelhantes aos adotados em cidades como Balneário Camboriú (SC) e Matinhos (PR), referências nacionais em obras de recuperação costeira.
Por que Navegantes aposta no alargamento da praia
Para a prefeitura, a intervenção é uma estratégia que vai muito além da estética, sendo tratada como medida essencial para conter a erosão e, ao mesmo tempo, impulsionar o turismo, o lazer e a economia.
O secretário de Infraestrutura, Roberto Ferreira, destaca que a obra deve desencadear benefícios em diversas frentes:
Proteção da faixa costeira
Com o avanço do mar cada vez mais frequente, o aumento da largura da praia funciona como amortecedor natural, reduzindo danos e preservando calçadões, ruas e estruturas próximas.
Melhoria urbana da orla
A nova faixa de areia abre espaço para requalificação urbana, organização de equipamentos públicos e maior conforto para moradores e visitantes.
Fortalecimento do turismo e do lazer
Com praias mais amplas, o município espera ampliar eventos esportivos, receber mais visitantes e gerar novas oportunidades comerciais.
Recuperação ambiental
Dunas e restingas, ecossistemas fragilizados na região, devem passar por processo de recomposição após a obra, reforçando o compromisso ambiental.
Valorização imobiliária e aquecimento econômico
Os impactos positivos tendem a atrair novos negócios, impulsionar o setor imobiliário e gerar mais renda local.
Próximos passos: quando a obra será oficialmente contratada
Mesmo com o forte avanço, a contratação ainda depende da análise completa da documentação das empresas.
Só após a homologação e a assinatura do contrato será possível definir o cronograma final de mobilização e início dos trabalhos.
A prefeitura reforça que todas as etapas seguem as exigências legais, garantindo segurança jurídica ao processo e transparência ao uso dos recursos públicos.






















