RS entra em alto risco respiratório e número de internações dispara

O Rio Grande do Sul entrou em categoria de alto risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) após aumento acelerado de internações e circulação intensa do vírus Influenza A. Fiocruz…
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O Rio Grande do Sul entrou em categoria de alto risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) após aumento acelerado de internações e circulação intensa do vírus Influenza A.

Fiocruz coloca Rio Grande do Sul em categoria de alto risco

O novo boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (28) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), confirmou a piora do cenário respiratório no Rio Grande do Sul.

Segundo a pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, o Estado ultrapassou o limiar considerado “muito alto” para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave.

Com isso, o RS deixou a condição de “risco”, registrada em 21 de maio, e passou oficialmente para a classificação de alto risco.

Mais de 500 casos graves em apenas uma semana

O levantamento epidemiológico aponta que 514 casos de SRAG foram contabilizados entre os dias 17 e 23 de maio, período correspondente à semana epidemiológica 20.

Os dados reforçam a pressão crescente sobre hospitais públicos e privados em diversas regiões do Estado.

O painel da Secretaria Estadual da Saúde (SES) mostra que o Rio Grande do Sul já acumula 4.847 hospitalizações por síndrome respiratória grave em 2026.

Em relação aos óbitos, o Estado soma 322 mortes confirmadas, sendo 80 causadas por Influenza.

Influenza A lidera casos graves no Estado

O vírus Influenza A permanece como o principal agente respiratório em circulação no território gaúcho.

De acordo com a Fiocruz, o vírus vem provocando aumento expressivo de hospitalizações e quadros graves em diferentes faixas etárias.

Crianças a partir de 2 anos, adultos e idosos aparecem entre os grupos mais impactados.

Além da Influenza A, o boletim também identifica circulação relevante do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável principalmente por complicações respiratórias em crianças pequenas e idosos.

Estado já supera números de 2023 e 2024

A pesquisadora Tatiana Portella alertou que ainda não existe sinal de estabilização dos casos no Rio Grande do Sul.

Segundo ela, embora o aumento de doenças respiratórias seja comum durante o outono e inverno, os números atuais ultrapassam os registros observados nos últimos dois anos.

O cenário preocupa especialistas pela velocidade de crescimento das internações e pela possibilidade de sobrecarga hospitalar nas próximas semanas.

Vacinação preocupa autoridades gaúchas

A vacinação segue sendo a principal estratégia para reduzir casos graves, internações e mortes por influenza.

O imunizante disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra três cepas do vírus da gripe e é destinado prioritariamente aos grupos de maior risco.

Mesmo assim, dados do Ministério da Saúde apontam que mais da metade da população prioritária no Rio Grande do Sul ainda não se vacinou.

Após o encerramento oficial da campanha, os municípios continuarão aplicando doses conforme a disponibilidade em estoque.

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DIRETO AO PONTO

  • RS entrou em categoria de alto risco para SRAG, segundo a Fiocruz
  • 514 casos graves foram registrados em apenas uma semana
  • 4.847 hospitalizações já ocorreram em 2026
  • 322 mortes foram confirmadas no Estado
  • Influenza A é o principal vírus em circulação
Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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