Moradores de Capão da Canoa denunciam aumento de andarilhos, consumo de drogas e episódios de violência na Rua Trinta e Dois, nas proximidades do Creas.
Denúncia de moradores expõe sensação de insegurança em Capão da Canoa
Uma denúncia enviada por um internauta ao Litoralmania acendeu alerta sobre a situação da Rua Trinta e Dois, em Capão da Canoa.
Segundo o relato, o local vem registrando presença constante de andarilhos, uso de drogas, brigas e perturbação aos moradores.
“Os andarilhos estão tomando conta da rua, usam drogas, brigam e importunam os moradores”, relatou o denunciante.
A situação ocorre nas proximidades do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), área que concentra atendimentos sociais e vulnerabilidades urbanas.
Problema se espalha por outras cidades do Litoral Norte
O crescimento da população em situação de rua não é exclusividade de Capão da Canoa.
Moradores e comerciantes também relatam aumento visível de andarilhos em cidades como Osório, Tramandaí e Torres.
Em regiões centrais e áreas comerciais, o impacto é sentido diretamente na rotina da população, no comércio local e na percepção de segurança.
Números mostram avanço da crise social no Brasil e no RS
Brasil quase dobrou população de rua em seis anos
Entre 2020 e 2026, o número de pessoas em situação de rua no Brasil saltou de cerca de 195 mil para aproximadamente 365 mil, segundo dados do Cadastro Único (CadÚnico).
O crescimento representa alta de quase 87% no período.
Rio Grande do Sul mais que dobrou em cinco anos
No Rio Grande do Sul, o avanço é ainda mais expressivo.
Os registros passaram de cerca de 7.200 pessoas em 2021 para mais de 17.500 em 2026, conforme dados compilados pela UFMG.
O aumento supera os 140%.
Porto Alegre concentra maior pressão social
A capital gaúcha, Porto Alegre, concentra aproximadamente um terço de toda a população em situação de rua do estado.
Nos últimos anos, o crescimento ultrapassou os 100%.
Desastres climáticos e crise econômica ampliam vulnerabilidade
Especialistas apontam que o avanço do fenômeno está ligado ao desemprego, dependência química, ruptura familiar e falta de políticas públicas contínuas.
No Rio Grande do Sul, as enchentes históricas de 2024 agravaram esse cenário, empurrando milhares de pessoas para condições extremas de vulnerabilidade.
Muitos municípios do Litoral receberam migração de pessoas sem moradia fixa após os eventos climáticos.
Impactos diretos no Litoral Gaúcho
Nas cidades litorâneas, o aumento da população de rua afeta diretamente o turismo, o comércio e a segurança urbana.
Em municípios como Capão da Canoa, Tramandaí e Torres, áreas centrais e corredores turísticos são os mais impactados.
Durante o verão, quando a população aumenta drasticamente com veranistas, a pressão sobre assistência social e segurança pública se intensifica.
Direto ao ponto
- Moradores denunciam uso de drogas e brigas em rua de Capão da Canoa
- Problema também cresce em Osório, Tramandaí e Torres
- Brasil tem hoje cerca de 365 mil pessoas em situação de rua
- RS ultrapassa 17,5 mil registros no CadÚnico
- Litoral sente reflexos no turismo e segurança urbana





















