Há povos que parecem ser colocados à prova pela história repetidas vezes.
O povo venezuelano conhece como poucos o peso da perda da liberdade, das dificuldades econômicas e da ruptura do tecido social.
Décadas de autoritarismo, de crise política e econômica, de restrições às liberdades e do enfraquecimento da iniciativa privada levaram milhões de cidadãos a deixar sua terra em busca de dignidade, trabalho e esperança.
Agora, diante da notícia de um terremoto devastador que destruiu edifícios públicos e privados e provocou um grande número de vítimas, a dor se multiplica.
Em momentos como este, desaparecem as diferenças políticas e ideológicas.
O que permanece é o sofrimento de famílias que perderam entes queridos, seus lares e parte de sua história.
Que o povo venezuelano não permita que a tragédia lhe roube também a esperança.
As nações podem ver suas cidades destruídas, mas jamais serão derrotadas enquanto seus cidadãos preservarem a coragem, a fé e a determinação de recomeçar.
A reconstrução será longa e exigirá união, trabalho, solidariedade e perseverança.
Cada casa reconstruída, cada escola reaberta, cada empresa que voltar a produzir será um testemunho de que a força de um povo é maior do que qualquer desastre ou período de adversidade.
Ao povo da Venezuela, fica uma mensagem de respeito e encorajamento: mantenham viva a esperança.
A história mostra que nenhuma noite é eterna.
Com coragem, união e confiança no futuro, é possível reconstruir cidades, restaurar a economia e recuperar a liberdade e a dignidade que todo ser humano merece.
Que a dor de hoje seja transformada na força que edificará um amanhã mais justo, mais livre e mais próspero para as próximas gerações.





















