Bebê de 4 meses morre em Osório e família acusa falhas no atendimento; caso gera revolta

Bebê de 4 meses morre em Osório e família acusa falhas no atendimento; caso gera revolta A morte de uma bebê de quatro meses provocou comoção e momentos de tensão…
Bebê de 4 meses morre em Osório e família acusa falhas no atendimento; caso gera revolta
Foto: Rogério Reinheimer Bernardes/Litoralmania

Bebê de 4 meses morre em Osório e família acusa falhas no atendimento; caso gera revolta

A morte de uma bebê de quatro meses provocou comoção e momentos de tensão na manhã desta segunda-feira (20), no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), em Osório.

A criança estava internada com um quadro respiratório grave e teve solicitado um leito de UTI Pediátrica, mas a transferência não ocorreu antes do óbito. A família acusa negligência e pede uma investigação sobre os atendimentos prestados à menina.

Após a confirmação da morte, familiares e pessoas próximas à criança, revoltados com o desfecho, entraram em uma área da instituição e houve danos à estrutura. Também há relato de que profissionais teriam sido agredidos durante a confusão.

A Brigada Militar foi acionada e permaneceu no hospital até o início da tarde para atender a ocorrência e controlar a situação.

Do lado de fora da instituição, familiares, amigos e moradores se reuniram em meio à comoção e cobraram esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte.

Qual era o quadro de saúde da bebê?

De acordo com as informações disponíveis sobre o caso, a criança estava internada com diagnóstico de bronquiolite viral aguda grave associada à pneumonia viral, com evolução para insuficiência respiratória aguda.

Durante a internação, houve piora progressiva do quadro clínico. Com o agravamento, foi necessária a realização de intubação orotraqueal e o início de ventilação mecânica invasiva.

A bronquiolite viral aguda é uma doença respiratória que atinge principalmente crianças com menos de dois anos e provoca inflamação dos bronquíolos, pequenas vias aéreas dos pulmões. O vírus sincicial respiratório (VSR) está entre os principais agentes associados à doença.

Casos graves podem exigir internação e suporte hospitalar, especialmente quando a criança apresenta dificuldade respiratória. A gravidade e a evolução, porém, variam de paciente para paciente.

Transferência para UTI Pediátrica foi solicitada

Diante da piora clínica da bebê, foi solicitada com urgência uma vaga em UTI Pediátrica para a continuidade do tratamento especializado.

A transferência, porém, não ocorreu antes da morte da criança.

A existência de um pedido de transferência e o fato de ele não ter sido concretizado a tempo deverão estar entre os pontos a serem esclarecidos na apuração do caso. Até que haja uma investigação técnica, não é possível estabelecer se a ausência da transferência teve relação direta com o óbito.

Família afirma ter procurado atendimento quatro vezes

Um dos principais questionamentos apresentados pelos familiares envolve o atendimento prestado antes da internação e do agravamento definitivo do quadro.

Segundo a família, a bebê teria sido levada para atendimento em quatro oportunidades antes de seu estado de saúde se tornar crítico.

Os familiares acusam negligência e defendem uma investigação para determinar se os sinais apresentados pela criança foram avaliados adequadamente nas consultas anteriores e se alguma conduta diferente poderia ter sido adotada.

A análise do caso dependerá do levantamento de prontuários, horários dos atendimentos, avaliações realizadas, evolução dos sintomas, condutas adotadas e procedimentos relacionados à solicitação de transferência.

Confusão ocorreu após confirmação da morte

A confirmação do óbito provocou momentos de tensão dentro do Hospital São Vicente de Paulo.

Familiares e pessoas próximas à criança entraram em uma área da instituição durante a revolta que se seguiu à morte. Houve danos à estrutura e relatos de agressões contra profissionais.

A Brigada Militar foi chamada para atender a ocorrência. As circunstâncias da confusão e eventuais responsabilidades pelos danos e agressões também poderão ser apuradas pelas autoridades.

O que precisa ser esclarecido sobre o caso?

A morte da bebê envolve diferentes pontos que ainda dependem de esclarecimento oficial.

  • Quais foram as datas e os horários dos atendimentos anteriores relatados pela família;
  • quais sintomas a criança apresentava em cada uma dessas ocasiões;
  • quais avaliações e condutas médicas foram adotadas;
  • quando ocorreu a internação e como evoluiu o quadro clínico;
  • em que momento foi solicitada a vaga em UTI Pediátrica;
  • como ocorreu a busca por um leito especializado;
  • e quais foram as circunstâncias médicas que levaram ao óbito.

Essas respostas são fundamentais para diferenciar as acusações apresentadas pelos familiares dos fatos que poderão ser comprovados por documentos, prontuários e análises técnicas.

Hospital ainda deve apresentar sua versão

Até o fechamento desta reportagem, não havia sido localizado um posicionamento oficial público do Hospital São Vicente de Paulo sobre as acusações feitas pela família.

O espaço permanece aberto para manifestação da instituição e das autoridades de saúde responsáveis, especialmente para esclarecer o histórico dos atendimentos, a evolução clínica da criança e os procedimentos adotados para a tentativa de transferência a uma UTI Pediátrica.

A reportagem também acompanha possíveis manifestações das autoridades sobre a confusão registrada após a morte da bebê.

A matéria será atualizada caso sejam divulgadas novas informações oficiais sobre a investigação, o atendimento médico ou a ocorrência registrada no hospital.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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