Mais de 15 bombeiros atuam por sete horas para resgatar operário soterrado em Capão da Canoa

Bombeiros
Foto: CBMRS/Divulgação

Operário fica soterrado e bombeiros passam sete horas em resgate em Capão da Canoa

Mais de 15 bombeiros trabalharam durante cerca de sete horas para resgatar um operário que ficou soterrado em uma escavação de uma obra de condomínio residencial no distrito de Curumim, em Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

O trabalhador permaneceu preso sob a areia desde o início da tarde de quarta-feira (16) até pouco antes das 21h.

A operação envolveu equipes do 9º Batalhão de Bombeiros Militar (9º BBM), responsável pelo Litoral Norte, e do Batalhão de Busca e Salvamento (BBS), que se deslocou de Porto Alegre para auxiliar no resgate.

Por que o resgate demorou sete horas?

De acordo com os bombeiros que participaram da operação, a grande quantidade de água presente no local foi o principal obstáculo para a retirada do trabalhador.

A área da obra possui lençol freático alto, além de excesso de água e dutos pluviais. Para conseguir avançar na escavação e alcançar o operário com segurança, as equipes precisaram trabalhar também na retirada da água.

Empresas desentupidoras e outros trabalhadores da própria obra auxiliaram os bombeiros durante esse processo, especialmente por conhecerem as características do local.

Trabalhador permaneceu consciente durante a operação

Segundo os oficiais do CBMRS que participaram do atendimento, o operário permaneceu consciente durante todo o período em que ficou soterrado.

A equipe do SAMU acompanhou a situação no local e realizou o monitoramento periódico do estado de saúde do trabalhador.

Em determinado momento, o operário relatou que estaria com hipotermia. Diante da situação, os bombeiros utilizaram lençóis térmicos para auxiliar na proteção da vítima.

O tenente Rafael Vieira, do comando-geral do CBMRS, relatou que, em determinado momento, o trabalhador estava com o corpo coberto até próximo do pescoço. A comunicação com a vítima foi utilizada pelas equipes para orientar o andamento do trabalho.

Quando o operário relatava dor, os bombeiros interrompiam a movimentação para evitar agravar a situação.

Equipamento ajudou na escavação ao redor da vítima

Durante o resgate, um equipamento metálico fornecido pela construtora foi utilizado para auxiliar na escavação ao redor do trabalhador.

A estrutura tinha três lados fechados e um lado aberto e permitiu que os bombeiros trabalhassem na retirada do material ao redor do operário.

Operário foi levado ao Hospital Santa Luzia

Depois de ser retirado do local, o trabalhador foi encaminhado pelo atendimento médico para o Hospital Santa Luzia.

Antes de ser levado à unidade de saúde, ele utilizou um telefone emprestado para enviar uma mensagem à família e informar que estava bem.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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