Caraá: PF investiga fraude eleitoral e coação - LM
Caraá: PF investiga fraude eleitoral e coação
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Caraá: PF investiga fraude eleitoral e coação

Caraá: A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta segunda-feira, a Operação Adaequare, no município do Litoral Norte gaúcho, com o objetivo de desarticular um esquema de compra de votos e apropriação de verbas de campanha nas eleições municipais de 2024.

A ação resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão, além da prisão preventiva do principal investigado, acusado de coagir testemunhas.

Investigações e Mandados Judiciais

As investigações, iniciadas a partir de informações do Ministério Público (MP) em Santo Antônio da Patrulha, revelaram fortes indícios de crimes eleitorais e coação de testemunhas.

Os mandados judiciais, expedidos pela 074ª Zona Eleitoral de Alvorada, visam impedir a continuidade das coações e apreender novas provas que corroborem com a captação ilícita de sufrágio no primeiro turno das eleições.

Caraá – O significado da Operação Adaequare

O nome da operação, “Adaequare”, faz referência ao termo latino “equalizar”, simbolizando o esforço das autoridades em equilibrar as forças políticas locais e combater a intimidação de testemunhas.

A ação da PF busca garantir a lisura do processo eleitoral e punir os responsáveis pelos crimes.

Prisão e coação de testemunhas

Um dos principais desdobramentos da Operação Adaequare foi a prisão preventiva do principal investigado, suspeito de coagir testemunhas no decorrer das investigações.

Ele teria sido eleito vereador na cidade.

A PF busca identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso e reunir provas que fortaleçam as acusações.

Impacto e próximos passos

A Operação Adaequare representa um importante passo no combate à corrupção eleitoral e na garantia da democracia.

As investigações continuam em andamento, e a PF trabalha para identificar todos os envolvidos no esquema e responsabilizá-los pelos crimes cometidos.

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Caraá: PF investiga fraude eleitoral e coação

Compra de votos

A compra de votos é uma fraude eleitoral e um crime previsto na legislação brasileira.

De acordo com o Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965) e a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), oferecer, prometer ou entregar qualquer vantagem em troca de voto é ilegal.

O que diz a lei?

O artigo 299 do Código Eleitoral prevê pena de até quatro anos de reclusão e multa para quem “dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva ou qualquer outra vantagem para obter ou dar voto”.

Consequências para candidatos e eleitores

Candidatos envolvidos podem ter o registro de candidatura cassado e ficar inelegíveis.

Eleitores que aceitarem benefícios também podem ser punidos, inclusive com prisão.

A compra de votos compromete a democracia e pode ser denunciada ao Ministério Público Eleitoral (MPE) ou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

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