Ciclone-bomba que causou estragos no RS é visto do espaço e registrado pelo satélite GOES-19
O ciclone-bomba que provocou temporais, ventos fortes e estragos no Rio Grande do Sul foi registrado do espaço pelo satélite meteorológico GOES-19, operado pela NOAA com participação da Nasa. A imagem revela a organização do sistema sobre o Atlântico Sul nesta sexta-feira (7).
Conforme a análise da MetSul Meteorologia, o ciclone estava associado a uma linha de instabilidade que provocou tempo severo no Uruguai e no Rio Grande do Sul.
Às 9h desta sexta-feira, o centro do sistema apresentava 973 hPa de pressão atmosférica. A baixa estava em alto-mar, nas proximidades das coordenadas 47ºO e 40ºS, a sudeste da foz do Rio da Prata e a leste da Argentina.
Duas mortes foram registradas durante os temporais
Os efeitos do sistema foram graves. Duas pessoas morreram em ocorrências associadas ao tempo severo provocado pelo ciclone.
No Uruguai, uma pessoa morreu no departamento de Cerro Largo após ser atingida por um raio.
No Rio Grande do Sul, uma pessoa morreu em Montenegro depois de ser atingida por uma árvore na RS-124.
O que é um ciclone-bomba?
O termo ciclone-bomba é utilizado para descrever um ciclone extratropical que se intensifica rapidamente, com uma queda muito acentuada da pressão atmosférica em um intervalo relativamente curto.
Essa rápida intensificação pode favorecer ventos fortes e a organização de áreas de instabilidade. Por isso, mesmo quando o centro do ciclone está sobre o oceano, seus efeitos podem alcançar áreas do continente.
Como o ciclone aparece na imagem de satélite
A imagem do GOES-19 permite visualizar a grande área de nebulosidade associada ao sistema sobre o Atlântico Sul.
Satélites geoestacionários são importantes para o monitoramento meteorológico porque conseguem acompanhar continuamente grandes áreas do planeta. O GOES-19 integra o sistema operacional de satélites meteorológicos da NOAA e fornece imagens utilizadas por meteorologistas para acompanhar a evolução de sistemas atmosféricos.
O satélite está em órbita geoestacionária e é utilizado para observações meteorológicas sobre o Hemisfério Ocidental. A NOAA disponibiliza inclusive imagens de sua cobertura sobre a América do Sul e o Atlântico.
Por que a pressão de 973 hPa chama atenção?
A pressão atmosférica é um dos principais parâmetros utilizados para acompanhar a intensidade de sistemas de baixa pressão. De forma geral, quanto mais profunda é uma baixa, maior pode ser o gradiente de pressão associado ao sistema e, consequentemente, maior o potencial para ventos fortes.
No caso analisado pela MetSul, o valor de 973 hPa foi observado enquanto o centro do ciclone já estava em alto-mar, a sudeste da região do Rio da Prata.
Impactos chegaram ao Rio Grande do Sul

A linha de instabilidade associada ao ciclone provocou condições de tempo severo no Estado, com ocorrência de temporais e ventos fortes, também no Litoral Gaúcho.
Os impactos mais preocupantes em episódios de vendaval incluem queda de árvores, danos em estruturas, interrupção de serviços e risco para pessoas que estejam em áreas expostas.
Em situações de tempo severo, a orientação deve ser baseada nos avisos atualizados da Defesa Civil e dos órgãos oficiais de meteorologia.
O que se sabe sobre o ciclone
- Data: sexta-feira, 7 de agosto de 2026.
- Pressão central: 973 hPa às 9h.
- Posição aproximada: 47ºO e 40ºS.
- Localização: alto-mar, a sudeste da foz do Rio da Prata e a leste da Argentina.
- Monitoramento: registrado pelo satélite GOES-19.
- Área afetada: Uruguai e Rio Grande do Sul tiveram atuação de linha de instabilidade e tempo severo.
- Mortes: duas ocorrências associadas aos temporais, uma no Uruguai e outra em Montenegro, no RS.
















