Cartas da Marinha mostram ciclone se organizando no Atlântico; veja a mudança

Cartas da Marinha mostram ciclone se organizando no Atlântico; veja a mudança

Um ciclone extratropical está previsto para se formar na noite desta sexta-feira (11) entre o nordeste do Rio Grande do Sul e o Oceano Atlântico, aumentando a instabilidade sobre a Região Sul.

A previsão é do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), que aponta o deslocamento rápido do sistema em direção ao oceano ao longo do sábado (12), quando o ciclone deverá atingir sua intensidade máxima.

A evolução da configuração atmosférica pode ser acompanhada nas cartas sinóticas do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM).

Os mapas mostram a distribuição da pressão atmosférica, áreas de alta e baixa pressão, frentes e outros sistemas meteorológicos em escala sinótica.

A Marinha produz essas cartas duas vezes por dia, às 00h e às 12h HMG.

O que mudou nos mapas

A sequência de cartas disponibilizada pelo CHM mostra que diferentes áreas de baixa pressão e sistemas frontais atuaram sobre o Atlântico Sul e a região próxima ao continente ao longo das últimas semanas.

As cartas de 24 a 31 de agosto já apresentavam diferentes núcleos de baixa pressão e sistemas frontais em evolução.

Não se trata, porém, de um único ciclone permanecendo no mesmo local durante todo o período.

O que os mapas permitem observar é a sucessão e reorganização de sistemas meteorológicos sobre o Atlântico Sul.

A própria página do CHM disponibiliza cartas de diferentes dias e horários para acompanhamento da configuração atmosférica.

A configuração de setembro

No início de setembro, a atuação de sistemas de baixa pressão e frentes continuou sendo acompanhada pelos órgãos meteorológicos.

Em 31 de agosto, o próprio INMET já previa a formação de um novo ciclone extratropical na costa da Região Sul para o começo de setembro.

No dia seguinte, o instituto informou que o ciclone se afastava do Brasil, enquanto sua frente fria ainda mantinha condições de chuva e trovoadas em outras áreas.

Nos dias seguintes, novos sistemas de baixa pressão e cavados voltaram a favorecer instabilidade.

Na quarta-feira (9), por exemplo, o INMET apontava áreas de baixa pressão e cavado favorecendo chuvas, trovoadas e condições para tempestades em parte do centro-sul do Brasil.

Agora, o cenário é diferente

Para esta sexta-feira (11), o INMET prevê a formação de um novo ciclone extratropical na costa da Região Sul.

O sistema deverá se formar entre o nordeste gaúcho e o Atlântico e avançar rapidamente para o oceano no sábado.

Segundo o instituto, a formação do ciclone deverá contribuir para o aumento das instabilidades e para condições favoráveis a granizo, fortes correntes de ar descendentes e ventos intensos em áreas do Sul e também de outras regiões.

A sexta-feira concentra os maiores níveis de instabilidade previstos pelo instituto.

Marinha alerta para vento forte no litoral

Enquanto o INMET acompanha a formação do ciclone, a Marinha já mantém avisos de mau tempo para áreas oceânicas e costeiras.

Entre os avisos emitidos pelo CHM está o aviso 666/2026, válido para a área costeira entre Laguna (SC) e Ilhabela (SP), até 120 milhas da costa.

A previsão indica vento de noroeste/sudoeste com força 7 e rajadas de força 8, a partir das 21h desta sexta-feira, com validade até 13h de sábado no horário Z.

Também há previsão de condições mais severas em áreas oceânicas.

O aviso 668/2026 indica vento força 8, com rajadas força 9, enquanto o aviso 669/2026 prevê ondas de noroeste entre 4 e 5 metros em uma área do Atlântico Sul.

E no trecho entre Chuí e Laguna?

A previsão marítima do CHM também chama atenção para o setor que abrange o litoral do Rio Grande do Sul.

Para a área entre Chuí e Laguna, estão previstas pancadas ocasionalmente fortes e trovoadas isoladas.

O vento deve passar de 3/4 para 5/6, com rajadas de 7/8, enquanto as ondas podem aumentar de 1,5/2,5 metro para 2/3 metros.

Isso significa que o litoral gaúcho entra no cenário de atenção meteorológica desta sexta-feira, embora as condições específicas de cada município dependam da evolução do sistema e das atualizações das previsões.

Como ler as cartas da Marinha

As cartas sinóticas não são, sozinhas, uma previsão detalhada para cada cidade.

Elas são mapas meteorológicos que representam o campo de pressão atmosférica por meio de isóbaras e registram centros de alta e baixa pressão, sistemas frontais, cavados e outros fenômenos de escala sinótica.

O CHM produz os mapas duas vezes por dia, às 00h e às 12h HMG.

Por isso, a sequência de imagens permite acompanhar como a configuração atmosférica se transforma ao longo do tempo, enquanto os boletins do INMET e os avisos da Marinha indicam os efeitos esperados.

O que esperar agora

A principal mudança prevista para esta sexta-feira é a organização do novo ciclone extratropical próximo à costa da Região Sul.

O sistema deve ganhar intensidade ao avançar para o Atlântico no sábado.

No Rio Grande do Sul, o maior risco meteorológico está relacionado à combinação de instabilidade, chuva, trovoadas e rajadas de vento associadas à passagem do sistema.

No mar, os avisos da Marinha indicam condições mais adversas, com ventos fortes e ondas que podem chegar a 4 a 5 metros em áreas oceânicas.

A recomendação é acompanhar as atualizações dos órgãos oficiais, principalmente porque a posição e a intensidade do sistema podem ser ajustadas conforme novas análises forem incorporadas.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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