A advogada Maria Aparecida Finger, da Associação “A Voz do Povo”, que auxilia a comunidade de Agual, informou que 200 famílias que vivem no local há mais de nove anos podem ficar sem moradia. Segundo a advogada, as famílias, todas de baixa renda, adquiriram os lotes de grileiros e não têm como se defender. A área, ainda segundo a advogada, está situada no município de Tramandaí, mas pertence ao município de Osório.
Já o representante da Associação da Beira-Mar de Magistério, Salvador Ribeiro, pediu ajuda para as 113 famílias que estão sendo ameaçadas de despejo no balneário. Disse que a prefeitura não reconhece os direitos das famílias, que não há atendimento médico e já houve cortes de luz em algumas casas. O assunto envolve questões ambientais, uma vez que as casas estão localizadas em áreas de marinha, porém os moradores alegam que proprietários de mansões à beira-mar recebem tratamento diferenciado.
Providências
Com relação à primeira comunidade, os deputados Dionilso Marcon e Marisa Formolo (PT) se comprometeram a conversar com os prefeitos de Tramandaí e Osório para verificar a questão da propriedade do terreno (localizado em Tramandaí, mas pertencente a Osório) e, posteriormente, agendar uma audiência pública sobre o tema.
Quanto às famílias de Magistério, os deputados disseram que irão averiguar o que pode ser feito junto ao Ministério Público Federal.
Participaram da reunião os deputados Dionilso Marcon (PT), Marisa Formolo (PT), Márcio Biolchi (PMDB), Alexandre Postal (PMDB), Luciano Azevedo (PPS) e Marquinho Lang (DEM).






















