Conta de luz pode ficar mais cara? audiência pública discutirá reajuste de 22,31% da CEEE Equatorial
Uma audiência pública sobre a revisão tarifária da CEEE Equatorial será realizada em 8 de outubro, em Porto Alegre.
A proposta em discussão prevê reajuste médio de 22,31% na tarifa de energia elétrica, com aumento de 15,88% para consumidores de alta tensão e de 24,24% para baixa tensão, grupo que inclui consumidores residenciais.
O evento ocorrerá das 13h às 18h, na PUCRS, e será organizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A expectativa é reunir aproximadamente 100 participantes, entre consumidores, autoridades e representantes de empresas do setor.
Quando o reajuste pode começar a valer?
De acordo com a proposta em análise, a aplicação do reajuste está prevista para 22 de novembro.
O percentual, porém, ainda está em discussão. A consulta pública permanece aberta até 9 de outubro, permitindo o envio de contribuições sobre a revisão tarifária.
Qual será o aumento para os consumidores residenciais?
A proposta estabelece percentuais diferentes conforme o nível de tensão.
- Alta tensão: reajuste proposto de 15,88%;
- Baixa tensão: reajuste proposto de 24,24%;
- Reajuste médio: 22,31%.
Como os consumidores residenciais estão incluídos na baixa tensão, o percentual proposto para esse grupo é de 24,24%.
O que a Aneel propôs?
O relator do processo na Aneel, diretor Gentil Nogueira, votou por um aumento de 25,5% na parcela B.
Segundo as informações divulgadas, a proposta é influenciada principalmente pela remuneração de capital, que teve aumento de 68%. O componente está relacionado aos investimentos realizados.
Entre os motivos apontados também estão gastos relacionados às enchentes de 2024.
Conta de luz da CEEE Equatorial já subiu em 2025
O novo reajuste em discussão ocorre após uma alta significativa registrada no ano passado.
Segundo o IBGE, a conta de luz da CEEE Equatorial subiu 23,5% em 2025. Conforme o material divulgado, foi o maior aumento do país.
A tarifa de energia em si teve reajuste de 19,53%.
Na ocasião, a empresa afirmou que a principal causa havia sido a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), encargo setorial destinado a políticas públicas.

















