Delalves Costa, um poeta a afrontar a enfinge VI

Parte VI – Resenha comentada – Luis Nicanor SIMPLESMENTE, POEMA A primeira estrofe: O poema de vidroSob os passos…Estilhaços!Sobre os versosA voz enlouquecida…Ferida! O poeta caminha sobre o poema e…
Parte VI – Resenha comentada – Luis Nicanor

SIMPLESMENTE, POEMA

A primeira estrofe:

O poema de vidro
Sob os passos…
Estilhaços!
Sobre os versos
A voz enlouquecida…
Ferida!

O poeta caminha sobre o poema e o quebra, com a voz enlouquecida, ferida, pelos estilhaços.

A última estrofe:

O poema de vidro relido
Na página em estilhaços…
Meus passos!
À sua procura me encontro
No olho do dilema…
Simplesmente, poema!

HOMEM SOFRIDO DE LUA

O início:

Adormeço no tempo padeço envelheço!
Ando distante restante em passos
(restritos em mim)
Endereços… caminhos tropeços
(…)
Alimento veneno sustento
(…)

Neste poema, o autor usa como recurso de musicalidade as rimas internas: adormeço no tempo padeço, rima leonina e padeço envelheço, rima em eco; distante restante, em eco; endereços… tropeços, novamente leonina.

Alimento, sustento, idem.

Aqui vale lembrar a abertura da Arte Poética de Aristóteles, onde ele comenta a imitação que se procura em cada gênero e seus meios: imitações por meio de cores, outros com a voz, ou por meio do ritmo, da linguagem e da harmonia e até da dança; apenas a aulética e a citarística usam apenas a harmonia e o ritmo.

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