A idéia é incentivar a coleta do material em recém-nascidos em hospitais da rede pública ou conveniados com o SUS, e de doadores de sangue para a hemorrede pública.
“Defendo que, se o cidadão quiser, o Estado deveria ser obrigado a oferecer condições para realização do teste”, argumenta. O parlamentar lembra que isto pode ser feito quando da realização do teste do pezinho, que é um procedimento de baixo custo que gera grandes benefícios para a sociedade.
“Não custa colher mais uma mostra de sangue, para integrar os bancos de sangue em todo o país. É um projeto para colocar o tema em discussão, quanto mais ampliarmos estas possibilidades os benefícios públicos serão maiores”, afirma.
A inclusão do resultado dos testes no Redome não implica em obrigatoriedade de doação, a qual permanece consentida – ou não – somente quando houver paciente compatível. O projeto também incentiva as maternidades e serviços hospitalares da rede privada a disponibilizarem o teste de tipagem HLA.
Crescente
Mano Changes entende que pessoas com leucemia e outras doenças sanguíneas têm como única esperança de vida o transplante de medula óssea.
Ele lembra que o Redome, coordenado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) foi criado em 2004 diante da dificuldade de compatibilidade genética para o transplante. O resultado foi o grande aumento no número de registros que, em 2003, oferecia apenas 11% do material utilizado para os transplantes.
“A meta de 250 mil doadores cadastrados até 2007, foi atingida no primeiro semestre de 2006. Hoje, o Registro já responde por 60% dos doadores encontrados e em 2010 já alcançou a marca de um milhão e 400 mil doadores cadastrados no país”, lembra.
Apesar de crescente, o número ainda é considerado insuficiente para atender a todos os pacientes que precisam de transplante, principalmente pelo fato da probabilidade de se achar um doador compatível dentro do Brasil ser de um em cem mil, aponta. “Quando não há um doador aparentado – um irmão ou outro parente próximo, geralmente um dos pais – a solução para o transplante de medula é procurar um doador compatível entre os grupos étnicos (brancos, negros, amarelos, etc.) semelhantes, mas não aparentados”.
Desta forma, explica, com as informações do receptor que não disponha de doador aparentado, busca-se no Redome um doador cadastrado que seja compatível com ele e, se encontrado, articula-se a doação. “Com esta iniciativa, busco potencializar esta base de dados a fim de salvarmos vidas”, afirma. “Isto garante o direito de pais e/ou responsáveis e possíveis doadores serem informados de que os dados de compatibilidade constarão do Redome e que isto não implica em obrigatoriedade de doação”, conclui.





















