Torres realiza manejo da casuarina para recuperar dunas e proteger a vegetação nativa
A Prefeitura de Torres iniciou o manejo da casuarina, espécie exótica invasora, em áreas de dunas e campos arenosos do município.
A ação ocorre com base na Portaria nº 79/2013 e na Licença de Operação nº 4869-2025. Na Praia Real, os trabalhos também cumprem determinação decorrente de ação judicial proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Procuradoria-Geral da União (PGU).
Após a retirada da espécie invasora, o município fará o plantio de vegetação nativa de restinga para recuperar o ambiente costeiro.
O objetivo é reduzir os impactos ambientais provocados pela casuarina, árvore originária da Austrália e da Indonésia que se espalhou por diferentes regiões do litoral brasileiro e compete diretamente com as espécies nativas.
Por que a casuarina é considerada uma espécie invasora?
A casuarina apresenta elevado potencial de dispersão, permitindo que novas árvores se estabeleçam rapidamente em áreas naturais.
De acordo com a Prefeitura de Torres, além de ocupar espaço, ela modifica o ambiente onde cresce. A espécie libera substâncias químicas no solo que dificultam a germinação e o desenvolvimento de outras plantas, reduzindo a diversidade vegetal e comprometendo a regeneração natural da restinga.
Como consequência, espécies características dos ecossistemas costeiros perdem espaço, afetando também animais que dependem dessa vegetação para alimentação, abrigo e reprodução.
O que muda após o manejo?

Concluída a retirada da casuarina, a Prefeitura de Torres implantará espécies nativas de restinga, consideradas essenciais para o equilíbrio ambiental das áreas costeiras.
Segundo o município, a recuperação da vegetação permitirá:
- estabilizar naturalmente as dunas;
- reduzir processos de erosão costeira;
- favorecer a conservação da fauna e da flora nativas;
- restabelecer a vegetação típica do litoral gaúcho.
Por que as dunas precisam ser preservadas?
As dunas funcionam como uma barreira natural contra a força do mar, dos ventos e das ressacas. Também ajudam na proteção da faixa costeira e desempenham papel importante na conservação da biodiversidade.
Quando espécies invasoras alteram esse ambiente, ocorre desequilíbrio ecológico que pode comprometer a dinâmica natural da areia, da vegetação e dos organismos que vivem nesses ecossistemas.
A recuperação da restinga fortalece a resistência natural do litoral frente aos processos de erosão e contribui para a manutenção da paisagem característica das praias do Rio Grande do Sul.
Ação atende legislação ambiental e decisão judicial
Segundo a Prefeitura de Torres, o manejo integra as medidas permanentes de conservação ambiental desenvolvidas pelo município.
Na Praia Real, os trabalhos também atendem à ação judicial movida pelo MPF e pela PGU, reforçando a necessidade de controle da espécie invasora em áreas ambientalmente sensíveis.
Todo o procedimento ocorre conforme as autorizações ambientais vigentes e dentro das normas estabelecidas para intervenções em ecossistemas costeiros.
















