Fraudes bancárias no RS voltam a chamar a atenção das autoridades após a prisão, na manhã desta quarta-feira (24), em Torres, do principal investigado por um sofisticado esquema de estelionato e extorsão que atuava principalmente em Canela, Gramado e municípios da região.
A captura ocorreu durante o cumprimento de mandado judicial expedido no curso das investigações conduzidas pela Polícia Civil.
Segundo os investigadores, o homem é considerado peça-chave da organização criminosa e já havia sido preso outras duas vezes ao longo de 2025, mas acabou sendo colocado em liberdade nas últimas semanas.
Mesmo assim, conforme apurado, ele teria retomado as atividades ilegais pouco tempo depois de deixar o sistema prisional.
Como funcionava o esquema de fraudes bancárias no RS
De acordo com a Polícia Civil, o grupo utilizava as redes sociais como principal ferramenta para atrair vítimas.
O suspeito se apresentava como “blogueiro” e prometia empréstimos pessoais com juros baixos, parcelas acessíveis e liberação rápida, um discurso que chamava a atenção especialmente de pessoas em situação de vulnerabilidade financeira.
Uso de dados pessoais e reconhecimento facial
Durante o falso processo de contratação, as vítimas eram convencidas a enviar:
-
Dados pessoais completos
-
Fotos de documentos oficiais
-
Comprovantes diversos
-
Reconhecimento facial por aplicativos de celular
A justificativa era de que essas etapas seriam necessárias para formalizar o contrato de empréstimo.
No entanto, segundo a investigação, nenhuma linha de crédito era efetivamente liberada.
Financiamento de veículos em nome das vítimas
Com as informações e a biometria facial em mãos, o grupo criminoso realizava financiamentos de veículos de alto valor em nome das vítimas, sem qualquer autorização.
Para viabilizar os golpes, as investigações apontam que revendas de veículos eram utilizadas como intermediárias nas operações fraudulentas.
Parte do dinheiro obtido com os financiamentos era repassada às vítimas, criando a falsa impressão de que o empréstimo prometido havia sido concedido.
O restante dos valores, significativamente maior, era desviado pela organização criminosa.
Prisão em Torres e histórico criminal do suspeito
O homem preso nesta quarta-feira já era conhecido da polícia. Ele havia sido detido:
-
Em janeiro de 2025, no bairro Vila Suíça, em Canela
-
Em julho de 2025, após uma perseguição policial no centro de Gramado
Após ser solto recentemente, o investigado teria voltado a procurar vítimas de golpes anteriores, exigindo novos pagamentos sob ameaça.
Além disso, segundo a Polícia Civil, ele descumpriu medidas cautelares impostas pela Justiça, o que contribuiu para o novo pedido de prisão preventiva.
Operação apreendeu armas com outros envolvidos
No início do mês, uma operação policial contra integrantes do mesmo esquema resultou na apreensão de armas de fogo com outros suspeitos.
As autoridades trabalham com a hipótese de que o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e apoio logístico para viabilizar os crimes financeiros.
Suspeito permanece preso preventivamente
Após a prisão em Torres, o homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece detido de forma preventiva.
A Polícia Civil segue aprofundando as investigações para identificar outros envolvidos e mapear a extensão total dos prejuízos causados pelas fraudes bancárias no RS.
Orientação às vítimas
A Polícia Civil reforça o pedido para que possíveis vítimas do esquema procurem a Delegacia de Polícia mais próxima para registrar ocorrência. As informações podem ser fundamentais para fortalecer o inquérito e evitar novos golpes.





















