Polícia afirma que Gabriela Cardoso foi assassinada e revela quando crime ocorreu

Desaparecimento, Moradores
Foto: Redes sociais/Reprodução

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul afirmou que Gabriela Evaldt Cardoso, conhecida como Babi Cardoso, foi vítima de homicídio no próprio dia em que desapareceu, em 6 de setembro. A informação consta em nota oficial divulgada pela Delegacia de Polícia de Tramandaí, que também esclareceu que as buscas pela jovem não foram encerradas.

Segundo a Polícia Civil, as operações de campo foram apenas suspensas temporariamente devido ao mau tempo e às fortes chuvas, que impediram o emprego seguro de equipamentos e equipes especializadas. Nesta terça-feira (29), os trabalhos terrestres foram retomados em novos pontos definidos pela investigação.

A manifestação representa um avanço importante na forma como a Polícia Civil trata publicamente o caso. Até os últimos dias, a corporação informava que os elementos reunidos apontavam para a possibilidade de homicídio. Agora, afirma que trabalha com uma linha investigativa robusta de homicídio e ocultação de cadáver e diz ter convicção técnica, baseada nas provas obtidas, de que Gabriela foi morta em 6 de setembro.

Polícia esclarece que buscas por Gabriela não terminaram

A nova nota foi divulgada depois da publicação de informações de que as buscas por Gabriela teriam sido encerradas.

A Delegacia de Polícia de Tramandaí esclareceu, porém, que houve uma interrupção temporária das operações de campo, provocada pelas condições meteorológicas.

De acordo com a corporação, as fortes chuvas inviabilizaram o uso seguro de drones térmicos e cães farejadores empregados na procura. Com a retomada das atividades, as buscas terrestres passaram a se concentrar em novos quadrantes delimitados estrategicamente pelo setor de inteligência.

A Polícia Civil não informou publicamente a localização desses novos pontos de busca, medida adotada para preservar as diligências em andamento.

Investigação aponta homicídio no dia do desaparecimento

O principal elemento novo divulgado pela Polícia Civil está relacionado à própria linha investigativa.

Conforme a nota oficial, o inquérito trabalha com elementos probatórios considerados robustos para sustentar duas conclusões técnicas da equipe responsável pelo caso:

  • Gabriela foi vítima de homicídio;
  • o crime ocorreu em 6 de setembro, mesmo dia em que ela desapareceu.

Com isso, o trabalho policial está direcionado não apenas à reconstrução dos últimos passos da jovem e à identificação dos envolvidos, mas também à localização do corpo.

A hipótese de ocultação de cadáver já havia levado investigadores e equipes do Corpo de Bombeiros a realizarem buscas na região próxima à divisa entre Tramandaí e Cidreira.

Motivação do crime será mantida em sigilo

A Polícia Civil informou ainda que as linhas de investigação sobre a motivação do homicídio estão avançadas, mas decidiu não revelar esse ponto neste momento.

Segundo a Delegacia de Tramandaí, a manutenção do sigilo é necessária para proteger os atos investigatórios e impedir que eventuais envolvidos tenham acesso antecipado a informações estratégicas.

A corporação também não divulgou, até o momento, quem teria cometido o crime ou quantas pessoas podem estar envolvidas.

Por isso, qualquer informação que atribua autoria ou apresente uma motivação específica sem confirmação oficial deve ser tratada como não confirmada enquanto o inquérito estiver em andamento.

Carro de Gabriela foi encontrado em Tramandaí

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Gabriela Evaldt Cardoso, de 23 anos, desapareceu em 6 de setembro depois de se deslocar de Torres para Tramandaí, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

O automóvel utilizado pela jovem foi localizado dez dias depois, em 16 de setembro, em um imóvel desocupado no bairro Portelinha, em Tramandaí. O encontro do veículo representou um dos principais avanços da investigação.

Desde então, a Polícia Civil vem utilizando diferentes elementos para reconstruir os acontecimentos daquele dia, incluindo imagens de câmeras de monitoramento, informações obtidas durante as diligências e vestígios submetidos à análise pericial.

O último contato conhecido de Gabriela ocorreu na noite de 6 de setembro. A jovem não retornou para casa e não voltou a manter contato com familiares.

Buscas chegaram à região entre Tramandaí e Cidreira

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Na última semana, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros concentraram uma operação em uma área próxima à divisa entre Tramandaí e Cidreira.

O perímetro havia sido definido após o cruzamento de imagens, informações e outros elementos reunidos pelos investigadores. Durante a operação, foram utilizados recursos como drone com câmera térmica e cães especializados nas buscas.

As varreduras realizadas naquele perímetro não resultaram na localização de Gabriela.

Com a nova manifestação da Delegacia de Tramandaí, fica esclarecido que o término daquela etapa de buscas não significou o encerramento da procura. A investigação delimitou novos quadrantes e retomou as buscas terrestres.

O que está confirmado no caso Gabriela Cardoso

  • Gabriela Evaldt Cardoso tem 23 anos e desapareceu em 6 de setembro;
  • ela havia se deslocado de Torres para Tramandaí;
  • o carro utilizado pela jovem foi localizado em Tramandaí em 16 de setembro;
  • a Polícia Civil afirma agora trabalhar com uma linha robusta de homicídio e ocultação de cadáver;
  • segundo os investigadores, Gabriela foi vítima de homicídio no próprio dia do desaparecimento;
  • a motivação do crime permanece sob sigilo;
  • as buscas não foram encerradas;
  • as operações de campo tiveram uma suspensão temporária devido às condições meteorológicas;
  • as buscas terrestres foram retomadas em novos quadrantes definidos pela inteligência policial.

Investigação continua sob sigilo

A Polícia Civil ressaltou que parte das informações permanecerá preservada para não comprometer a investigação.

Na nota, o delegado Alexandre de Souza, titular da Delegacia de Polícia de Tramandaí, também pediu responsabilidade na divulgação de informações relacionadas ao caso, tanto para evitar interferências no inquérito quanto para não ampliar o sofrimento dos familiares.

As investigações seguem com o objetivo de localizar Gabriela e identificar e responsabilizar todos os envolvidos no crime.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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