George Orwell – A revolução dos bichos – 1984

Em colunas anteriores citei, repetidas vezes, George Orwell e suas duas obras mais famosas e contundentes. A Unisinos (Universidade do Rio dos Sinos – São Leopoldo) tem um programa: “Direito…
Em colunas anteriores citei, repetidas vezes, George Orwell e suas duas obras mais famosas e contundentes. A Unisinos (Universidade do Rio dos Sinos – São Leopoldo) tem um programa: “Direito e Literatura” no qual aborda livros que tiveram ressonância mundial. O âncora entrevista um ou mais professores com títulos de mestrado e especialistas no assunto em foco. Os dois vídeos ao final não devem ser desconsiderados apesar de exigirem, em conjunto, 1 hora de atenção.

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Eric Arthur Blair mais conhecido pelo pseudônimo George Orwell foi um jornalista e escritor nascido em Motihari na Índia (1903), morreu em Londres (1950). Escritor e jornalista inteligente, perspicaz, bem humorado, com uma profunda consciência das injustiças sociais. Evoluiu do anarquismo ao socialismo democrático, abalado pelo socialismo real devido à sua intensa oposição a qualquer tipo de autoritarismo. Suas obras mais conhecidas são “A Revolução dos Bichos” e “1984”.

A REVOLUÇÃO DOS BICHOS

Inconformados com sua situação na fazenda Granja Solar os animais se revoltaram e a ocuparam. No princípio, regidos pelas regras do “Animalismo”, todos eram iguais e as tarefas distribuídas de acordo com as aptidões individuais, tudo corria a contento.

Ambicioso, o porco Napoleão traiu o líder Bola-de-Neve e passou, paulatinamente, a desrespeitar os 7 princípios, transformou-se num tirano tão ou mais cruel que os humanos. Antes, “todos os animais eram proclamados iguais”, só que agora “alguns são mais iguais que os outros”.

É uma paródia que pouco se diferencia do que estamos habituados a vivenciar no mundo dos humanos. Um dos aforismos de Aparício Torelly – o Barão de Itararé – cabe como uma luva, tanto nos episódios do livro como na vida real:“Queres conhecer o Inácio? Coloca-o num palácio”.

1984

Winston Smith, funcionário subalterno do Ministério da Verdade em Oceania, uma sociedade completamente dominada pelo estado onde nada escapava da vigilância do “Irmão Grande”, câmeras de vídeo estavam espalhadas por toda a parte, inclusive dentro das residências. Se buscava o poder pelo poder utilizando todos os meios possíveis, sem escrúpulos de qualquer espécie.

Algumas das ideias expostas no livro dão o que pensar até hoje, como a “Novilíngua” imposta pelo partido para renomear as coisas, as instituições e o próprio mundo. Escrito para ver gastar os totalitarismos do nazismo, fascismo e stalinismo, a obra magistral de George Orwell ainda impõe uma poderosa reflexão sobre os possíveis excessos de poder exercidos pelos que tem por escopo mantê-lo incontestado, seja onde e como for.

Um livro impecável onde a história reescrita e os julgamentos influenciados são apresentados com grande nitidez. Seus personagens e ideias irão assombrar por muito tempo mais e, convenhamos, mesmo analisado superficialmente, o escritor poderia ter se inspirado na atualidade. Flexibilizar a filosofia, desconsiderar os estatutos partidários, esquecer antigas ojerizas, estabelecer alianças espúrias e promíscuas, tudo em prol duma tal governabilidade, termo que na novilíngua significa engolir sapos para manter o poder a qualquer preço.

REVOLUÇÃO DOS BICHOS – 28min49seg – Direito e Literatura
https://www.youtube.com/watch?v=-EHlBmbaWJk

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1.984 – 29min31seg – Direito e Literatura
https://www.youtube.com/watch?v=VL-sjRG4aC0

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