O governo do Rio Grande do Sul emitiu um alerta após relatos sobre pessoas que estariam se passando por Agentes de Desenvolvimento Familiar (ADFs) durante visitas domiciliares realizadas em municípios gaúchos.
A orientação é que as famílias atendidas pelo Programa Família Gaúcha verifiquem cuidadosamente a identificação dos profissionais antes de permitir o acesso às residências.
A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) reforçou que todos os agentes oficiais possuem identificação padronizada e seguem protocolos específicos de atuação.
Como identificar um agente verdadeiro do Programa Família Gaúcha
Segundo a Sedes, os Agentes de Desenvolvimento Familiar que atuam oficialmente no programa utilizam um conjunto de elementos de identificação visual criado para garantir segurança às famílias atendidas.
Uniforme oficial obrigatório
Os profissionais devem estar utilizando pelo menos parte do uniforme institucional do programa.
- Boné oficial
- Camiseta institucional
- Colete de identificação
- Jaqueta oficial
- Crachá funcional
Esses elementos permitem que as famílias reconheçam facilmente os profissionais autorizados pelo Estado.
Veículos também possuem identificação
Além do uniforme, os agentes utilizam veículos adesivados que apresentam identificação visual oficial.
Os automóveis utilizados nas visitas possuem:
- Emblema do Governo do Estado.
- Identificação do Programa Família Gaúcha.
- Marca da instituição parceira responsável pela execução.
A presença desses elementos é considerada uma camada adicional de segurança para os beneficiários.
O que fazer em caso de suspeita
Se houver qualquer dúvida sobre a identidade do visitante, a recomendação é não fornecer informações pessoais imediatamente.
A família deve procurar confirmação junto ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras) responsável pela região.
Passos recomendados pela Sedes
- Solicitar a apresentação do crachá funcional.
- Verificar o uniforme institucional.
- Observar a identificação do veículo.
- Confirmar a visita junto ao Cras local.
- Não fornecer dados pessoais em caso de dúvida.
O que faz um Agente de Desenvolvimento Familiar
Os ADFs são responsáveis pelo acompanhamento direto das famílias selecionadas pelo Programa Família Gaúcha.
O trabalho envolve visitas periódicas, diagnóstico social, acompanhamento de vulnerabilidades e construção de estratégias para ampliar a autonomia das famílias atendidas.
Elaboração dos Planos de Autonomia
Em conjunto com os Comitês Locais Intersetoriais, os agentes desenvolvem os chamados Planos de Autonomia.
Esses planos estabelecem metas e ações voltadas para superar situações de vulnerabilidade social identificadas durante o acompanhamento.
Programa Família Gaúcha movimenta mais de R$ 120 milhões
Criado pela Secretaria de Desenvolvimento Social, o Programa Família Gaúcha foi lançado em 2025 e integra uma das principais iniciativas sociais financiadas pelo Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).
Números do programa
- Investimento: mais de R$ 120 milhões.
- Famílias atendidas: mais de 10 mil.
- Municípios contemplados: 92.
- Duração do acompanhamento: 22 meses.
- Agentes em atuação: 314.
- Cras envolvidos: mais de 170 unidades.
O modelo prevê acompanhamento personalizado para famílias em situação de pobreza e extrema pobreza.
Ao longo de quase dois anos, os beneficiários recebem suporte integrado em áreas como assistência social, qualificação, cidadania e acesso a políticas públicas.
Ciee-RS é parceiro na execução do programa
O Centro de Integração Empresa-Escola do Rio Grande do Sul (Ciee-RS) é responsável pela contratação e capacitação dos Agentes de Desenvolvimento Familiar.
A parceria busca garantir padronização nos atendimentos e qualificação técnica dos profissionais que atuam diretamente com as famílias.
Direto ao Ponto
- O Estado alertou para relatos de falsos Agentes de Desenvolvimento Familiar.
- Os agentes oficiais usam uniforme, crachá e veículo identificado.
- Mais de 10 mil famílias participam do Programa Família Gaúcha.
- O programa está presente em 92 municípios gaúchos.
- Em caso de dúvida, a orientação é procurar o Cras da região.





















