RS confirma gripe aviária em aves de fundo de quintal e inicia vigilância em propriedades

Gripe aviária volta a acender alerta no RS após confirmação de novo foco O Rio Grande do Sul confirmou um novo foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), conhecida…
Litoral Sul
Foto: Arquivo

Gripe aviária volta a acender alerta no RS após confirmação de novo foco

O Rio Grande do Sul confirmou um novo foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), conhecida como gripe aviária, em aves de subsistência no município de Coqueiros do Sul, na região Noroeste do Estado.

O diagnóstico foi confirmado na sexta-feira (17) e mobiliza ações de vigilância sanitária em propriedades e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco.

Apesar da confirmação, o caso envolve aves criadas para subsistência, também chamadas de aves de fundo de quintal. Segundo o Governo do Estado, a ocorrência não altera a condição sanitária do Rio Grande do Sul e do Brasil como livres da doença e não provoca impacto no comércio de produtos avícolas.

Também não há risco relacionado ao consumo de carne de aves e ovos, uma vez que a gripe aviária não é transmitida pela ingestão desses alimentos.

Como o caso de gripe aviária foi descoberto no RS?

Equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), atenderam a notificação envolvendo os animais em 14 de julho.

As amostras coletadas foram encaminhadas para análise laboratorial. O resultado positivo foi confirmado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), laboratório de referência da Organização Mundial da Saúde Animal.

A confirmação ocorreu em 17 de julho.

O que acontece agora nas propriedades próximas ao foco?

Com a confirmação da doença, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS) fará ações de vigilância sanitária na região.

O trabalho prevê visitas a propriedades rurais e granjas situadas em um raio de 10 quilômetros do local onde o vírus foi identificado.

As equipes também desenvolverão ações de educação sanitária e conscientização, reforçando junto aos criadores a necessidade de medidas de biosseguridade e da comunicação rápida de qualquer suspeita.

A vigilância no entorno é uma etapa fundamental para acompanhar a situação sanitária e identificar rapidamente eventuais ocorrências suspeitas em outras criações.

O novo foco afeta as exportações de frango e ovos?

Não. De acordo com o Governo do Rio Grande do Sul, por se tratar de uma ocorrência em aves de subsistência, o registro não altera a condição sanitária do Estado e do país e não afeta o comércio de produtos avícolas.

A distinção é relevante porque focos identificados em aves criadas em ambientes domésticos ou de fundo de quintal têm implicações sanitárias diferentes das ocorrências dentro de estabelecimentos de produção comercial.

Mesmo sem repercussão comercial, a confirmação exige atenção dos órgãos de defesa sanitária animal para impedir a disseminação do vírus e proteger as criações comerciais.

Consumir carne de frango ou ovos oferece risco?

Segundo as autoridades sanitárias, não há risco de transmissão da gripe aviária pelo consumo de carne de aves ou ovos.

A orientação é especialmente importante diante da preocupação que costuma surgir entre consumidores após a confirmação de novos focos da doença.

O alerta sanitário está relacionado principalmente ao contato com aves doentes, feridas ou encontradas mortas, e não ao consumo dos produtos avícolas.

Quais sinais podem indicar gripe aviária?

A influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves. Em determinadas situações, vírus de influenza aviária também podem infectar mamíferos e, mais raramente, seres humanos.

Entre os sinais que podem levantar suspeita nas aves estão:

  • apatia e perda de apetite;
  • sinais respiratórios;
  • alterações neurológicas;
  • inchaço na região da face e das pernas;
  • descoordenação motora;
  • queda brusca na produção de ovos;
  • mortalidade elevada e súbita.

A ocorrência simultânea de mortes em grande número de aves deve ser comunicada rapidamente às autoridades de defesa sanitária animal.

O que fazer ao encontrar aves doentes ou mortas?

A orientação da Secretaria da Agricultura é para que a população não se aproxime nem tente socorrer ou manipular aves e outros animais encontrados doentes, feridos ou mortos quando houver suspeita da doença.

Casos envolvendo sinais respiratórios ou neurológicos, além de mortalidade alta e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao serviço veterinário oficial.

A notificação pode ser realizada na Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo WhatsApp da Secretaria da Agricultura, no número (51) 98445-2033.

A comunicação precoce permite que equipes especializadas avaliem a ocorrência, façam a coleta de amostras quando necessário e adotem as medidas sanitárias previstas.

Por que o novo caso mantém o RS em alerta?

A confirmação em Coqueiros do Sul não provoca impacto comercial, mas reforça a necessidade de vigilância permanente sobre a circulação do vírus.

Para produtores, especialmente aqueles que mantêm aves em propriedades rurais ou criações de subsistência, medidas de biosseguridade ajudam a reduzir o contato dos animais domésticos com possíveis fontes de contaminação.

O acompanhamento das propriedades localizadas no entorno do foco será determinante para verificar se a ocorrência está restrita ao local inicialmente identificado.

Até o momento, conforme as informações divulgadas pelo Governo do Estado, as medidas anunciadas concentram-se na vigilância das propriedades e granjas dentro do raio de 10 quilômetros e nas ações de orientação sanitária.

O que acompanhar nos próximos dias?

A atenção das autoridades estará voltada às ações de vigilância realizadas no entorno do foco e à identificação de eventuais novas suspeitas.

As visitas às propriedades dentro do raio estabelecido pelas autoridades sanitárias permitirão acompanhar a situação das criações próximas e reforçar medidas preventivas junto aos produtores.

Para a população em geral, a principal informação permanece inalterada: o caso confirmado em aves de subsistência não afeta o comércio de produtos avícolas e não representa risco pelo consumo de carne de aves ou ovos.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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