Homem é condenado a 23 anos de prisão por matar dono de lancheria após discussão por estacionamento em Rio Grande
Um homem foi condenado a 23 anos de prisão pelo Tribunal do Júri de Rio Grande, no Litoral Sul do Rio Grande do Sul, na segunda-feira (10), pela morte do comerciante Willy Mendes, de 31 anos.
O homicídio ocorreu em dezembro de 2024, no bairro Cidade Nova, depois de uma desavença relacionada a veículos de clientes que estacionavam em frente à garagem da residência do réu.
Segundo a acusação apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o condenado matou Willy com disparos de arma de fogo depois de chamá-lo para fora do estabelecimento que a vítima comandava em Rio Grande. O comerciante morreu no local.
A pena definida pelo júri corresponde a 22 anos de reclusão pelo homicídio triplamente qualificado e mais 1 ano de detenção pela posse de munições. O réu permaneceu preso durante o processo e teve a prisão mantida após a sentença.
Como ocorreu o homicídio de Willy Mendes
Conforme a denúncia do MPRS, o crime teve origem em uma discussão relacionada ao estacionamento de veículos de clientes da lancheria. Os automóveis paravam em frente à garagem da residência do acusado, situação que teria provocado a desavença.
Em dezembro de 2024, o homem chamou Willy para fora da lancheria, localizada no bairro Cidade Nova. Após uma breve discussão, o acusado efetuou disparos contra o comerciante.
Willy estava desarmado e foi surpreendido pelo ataque. Ele morreu ainda no local.
Por que o homicídio foi considerado triplamente qualificado?
A acusação sustentou no Tribunal do Júri que o crime apresentava três circunstâncias que qualificavam o homicídio: motivo fútil, perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Motivo fútil
Para o MPRS, a razão que levou ao assassinato foi desproporcional à gravidade da situação que havia provocado a discussão. A acusação relacionou o crime à desavença envolvendo os veículos de clientes estacionados diante da garagem do condenado.
Perigo comum
Outra qualificadora sustentada pelo Ministério Público foi o perigo comum. Os disparos teriam sido efetuados em via pública, diante de um estabelecimento comercial em funcionamento e em uma área com circulação de pessoas.
Recurso que dificultou a defesa
A terceira qualificadora apontada pela acusação foi o recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo o MPRS, Willy foi chamado para fora do local onde trabalhava, estava desarmado e acabou surpreendido pelos disparos.
A acusação sustentou que essas circunstâncias reduziram a possibilidade de reação do comerciante diante do ataque.
Qual foi a decisão do Tribunal do Júri?
O Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade criminal do réu e resultou na condenação a 22 anos de reclusão pelo homicídio triplamente qualificado.
Além da pena pelo assassinato, houve condenação a 1 ano de detenção pela posse de munições. Somadas, as penas chegam a 23 anos.
O homem já estava preso durante o andamento do processo e, após a condenação, a prisão foi mantida.
Quem era Willy Mendes?
Willy Mendes tinha 31 anos e era conhecido em Rio Grande.
A morte deixou a esposa e dois filhos pequenos.
O que acontece após a condenação?
A sentença do Tribunal do Júri estabelece a condenação em primeiro grau. A manutenção da prisão foi determinada na decisão informada pelo MPRS.
















