Homem sobe ao altar e quebra duas imagens sacras dentro de catedral histórica no RS
Duas imagens sacras que representavam anjos foram destruídas dentro da Catedral de São Pedro, em Rio Grande, na tarde de sábado (29), pouco antes de uma celebração de Crisma que seria presidida pelo bispo Dom Jorge Pierozan.
Segundo o responsável pelo templo, um homem entrou na igreja, chegou até o altar e derrubou as duas esculturas. A Brigada Militar foi acionada.
O episódio ocorreu por volta das 17h, menos de uma hora antes do início da celebração.
De acordo com o padre Gil Pereira Júnior, responsável pela Catedral de São Pedro, o homem entrou normalmente no templo, caminhou até o altar e derrubou as peças.
As pessoas que estavam no local conseguiram contê-lo e o conduziram para a parte externa da igreja. Segundo o padre, a situação foi controlada sem que houvesse confronto dentro do templo.
Imagens não eram do período colonial, mas fazem parte da história do templo
Segundo o padre Gil, as imagens foram adquiridas em 1963 e são confeccionadas em gesso.
A igreja ainda deverá buscar uma avaliação especializada para verificar a extensão dos danos e determinar se existe possibilidade de restauração.
Neste momento, ainda não há estimativa de custo para um eventual trabalho de recuperação. A definição dependerá da análise técnica das peças e das condições em que ficaram após a queda.
Catedral de São Pedro tem mais de 270 anos de história
O episódio ocorreu em um templo que ocupa posição singular na história religiosa e arquitetônica do Rio Grande do Sul.
Segundo a Prefeitura de Rio Grande, a Catedral de São Pedro começou a ser construída em 1755 e é considerada o primeiro templo católico do Estado. A construção apresenta características do barroco tardio e mantém elementos de sua arquitetura preservados.
A importância histórica do prédio também se reflete na proteção patrimonial. Documentos do Iphan registram o tombamento da Igreja Matriz de São Pedro e da Capela da Ordem Terceira de São Francisco, em Rio Grande, como bem relacionado a belas-artes.
A própria Prefeitura informa que o templo chegou a ter sua demolição autorizada em 1937, mas acabou preservado graças à atuação do então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan), antecessor do Iphan.
















