Homicídio de cabeleireira em Tramandaí: novo julgamento tem data marcada

Acusados pela morte da cabeleireira em Tramandaí serão julgados pelo Tribunal do Júri em 16 de julho. Entre os réus estão a irmã e o cunhado da vítima, apontados pelo…
Tramandaí

Acusados pela morte da cabeleireira em Tramandaí serão julgados pelo Tribunal do Júri em 16 de julho. Entre os réus estão a irmã e o cunhado da vítima, apontados pelo Ministério Público como mandantes do crime.

Tribunal do Júri vai analisar caso que marcou Tramandaí

O Tribunal do Júri da Comarca de Tramandaí realizará, no dia 16 de julho, às 9h, o julgamento dos quatro acusados de envolvimento na morte da cabeleireira Návia Regina Christan, conhecida como Maninha.

A sessão ocorrerá no Salão do Júri da Comarca e será presidida pelo juiz Gilberto Pinto Fontoura, titular da 1ª Vara Criminal. A previsão é que o julgamento tenha duração de dois dias.

O julgamento também contará com transmissão ao vivo pelo canal oficial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul no YouTube.

Quem são os quatro réus

Respondem ao processo:

Silvana Cristan

Irmã da vítima, responde por homicídio qualificado por motivo fútil e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima.

Joares Antônio Pellinson

Cunhado de Návia, responde pelas mesmas qualificadoras atribuídas à esposa.

Rosane de Lima Araújo e Robsom Araújo de Moraes Soares

Manicure e funcionária de Silvana à época dos fatos, é acusada de intermediar a contratação dos executores mediante pagamento, respondendo por homicídio qualificado mediante paga ou recompensa e recurso que dificultou a defesa da vítima.

O que aconteceu antes do assassinato

Antes do homicídio consumado, Návia já havia sobrevivido a uma tentativa de assassinato.

Em 2017, homens invadiram sua residência e efetuaram um disparo que atingiu seu rosto. A vítima sobreviveu, mas ficou com sequelas físicas e cognitivas permanentes.

Os envolvidos nesse atentado já foram julgados e condenados no ano passado.

Execução ocorreu dentro do salão de beleza

Em 5 de novembro de 2018, a cabeleireira teve o salão invadido por criminosos.

Ela foi atingida por três disparos de arma de fogo e morreu no próprio estabelecimento.

Os dois homens apontados como executores diretos já foram julgados e condenados pelo Tribunal do Júri em 2022.

Agora, a Justiça analisará a responsabilidade criminal dos quatro acusados de planejar e viabilizar a execução.

Motivação apontada pelo Ministério Público

Segundo a denúncia do Ministério Público, o homicídio teria sido motivado por desentendimentos familiares.

De acordo com a acusação, Silvana Cristan e Joares Antônio Pellinson acreditavam que Návia estaria tentando prejudicar financeiramente o casal.

Atualmente, Silvana Cristan cumpre prisão domiciliar.

Os demais três réus permanecem presos preventivamente enquanto aguardam o julgamento.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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