Impasse judicial coloca em risco investimento de R$ 27 bilhões da CMPC no Rio Grande do Sul
O Rio Grande do Sul pode perder um dos maiores investimentos privados previstos para os próximos anos.
O Projeto Natureza, da empresa chilena CMPC, estimado em R$ 27 bilhões, enfrenta um impasse judicial que ameaça atrasar ou até inviabilizar a instalação de uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro.
A tentativa de acordo entre a companhia e o procurador federal Ricardo Gralha Massia terminou sem consenso. Mesmo com apoio do procurador-chefe do MPF no Rio Grande do Sul, Felipe Müller, a proposta para retomar o diálogo foi rejeitada.
MPF questiona licenciamento ambiental
Segue em tramitação na Justiça Federal uma ação que busca suspender o processo de licenciamento ambiental. O principal argumento é a necessidade de ampliar as consultas a povos indígenas, quilombolas e pescadores.
A CMPC afirma que essa exigência vai além das orientações inicialmente apresentadas pela Funai e considera sua execução inviável.
Justiça autorizou continuidade
Em primeira instância, a juíza Maria Isabel Pezzi Klein autorizou a continuidade do licenciamento, entendendo que cabe aos órgãos técnicos conduzir o processo e que não existem indícios suficientes para sua paralisação imediata.
A ação, entretanto, continua em andamento e poderá ser reavaliada quando houver decisão sobre a licença prévia.
Fepam aguarda manifestação da Funai
O processo permanece na Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), que aguarda um posicionamento oficial da Funai antes de avançar.
Investimento segue cercado de incertezas
A demora pode comprometer a decisão da matriz da CMPC e reduzir a atratividade econômica do investimento, especialmente diante das mudanças no mercado mundial da celulose.
















