Litoral Norte tem 3 cidades entre as maiores arrecadações de IPTU por habitante do Brasil, aponta levantamento do Litoralmania

Xangri-Lá aparece em 1º lugar no ranking, enquanto Arroio do Sal e Capão da Canoa também estão entre os dez municípios com maior arrecadação de IPTU em relação à população…
Paleta Atlântida
Foto: Cofilms

Xangri-Lá aparece em 1º lugar no ranking, enquanto Arroio do Sal e Capão da Canoa também estão entre os dez municípios com maior arrecadação de IPTU em relação à população em 2025.

Um levantamento exclusivo do Litoralmania revela a força do Litoral Norte gaúcho na arrecadação de IPTU por habitante. Dos 23 municípios da região, nove aparecem entre os 100 maiores resultados encontrados no Brasil, considerando a receita de IPTU realizada em 2025 dividida pela população estimada pelo IBGE.

O destaque absoluto é Xangri-Lá. O município aparece na 1ª posição nacional, com R$ 5.713,15 de IPTU arrecadado por habitante.

O resultado também coloca Arroio do Sal em 4º lugar e Capão da Canoa em 8º no ranking nacional. Com isso, três municípios do Litoral Norte estão entre os dez maiores resultados do país.

O Litoral Norte no topo do ranking brasileiro

O levantamento mostra uma concentração de municípios da região nas primeiras posições.

Posição no Brasil Município IPTU por habitante
Xangri-Lá R$ 5.713,15
Arroio do Sal R$ 3.102,45
Capão da Canoa R$ 2.075,72
18º Imbé R$ 1.664,21
30º Torres R$ 1.449,82
48º Balneário Pinhal R$ 993,66
52º Cidreira R$ 930,81
74º Osório R$ 789,73
94º Tramandaí R$ 731,68

Três cidades do Litoral Norte estão no Top 10 do Brasil

O dado mais expressivo do levantamento está nas primeiras posições. Xangri-Lá, Arroio do Sal e Capão da Canoa aparecem entre os dez maiores valores de IPTU por habitante encontrados na base nacional analisada.

Xangri-Lá ocupa a primeira posição, com aproximadamente R$ 96,8 milhões em IPTU realizado em 2025. Com população estimada em 16.949 habitantes, o indicador chega a R$ 5.713,15 por morador.

Arroio do Sal aparece na quarta colocação, com cerca de R$ 35,4 milhões arrecadados e indicador de R$ 3.102,45 por habitante.

Capão da Canoa, por sua vez, arrecadou aproximadamente R$ 137,5 milhões em IPTU e alcançou R$ 2.075,72 por habitante.

O resultado também chama atenção dentro do Rio Grande do Sul

A concentração fica ainda mais evidente quando o recorte é feito apenas entre os municípios gaúchos.

Xangri-Lá ocupa o 1º lugar do Rio Grande do Sul, Arroio do Sal aparece em 2º e Capão da Canoa em 3º.

O Litoral Norte domina as primeiras posições: oito dos dez primeiros municípios gaúchos do ranking estão na região.

Município Posição no RS Posição no Brasil IPTU/habitante
Xangri-Lá R$ 5.713,15
Arroio do Sal R$ 3.102,45
Capão da Canoa R$ 2.075,72
Imbé 18º R$ 1.664,21
Torres 30º R$ 1.449,82
Balneário Pinhal 48º R$ 993,66
Cidreira 52º R$ 930,81
Osório 10º 74º R$ 789,73
Tramandaí 13º 94º R$ 731,68

Nove municípios do Litoral Norte estão entre os 100 maiores do país

A concentração não se limita ao Top 10.

Quatro municípios da região aparecem entre os 20 primeiros colocados: Xangri-Lá, Arroio do Sal, Capão da Canoa e Imbé.

Quando o corte passa para os 50 maiores, entram também Torres e Balneário Pinhal.

E, considerando os 100 maiores resultados nacionais, o grupo chega a nove municípios, com a entrada de Cidreira, Osório e Tramandaí.

  • Top 10: 3 municípios do Litoral Norte
  • Top 20: 4 municípios
  • Top 50: 6 municípios
  • Top 100: 9 municípios

O que significa IPTU por habitante?

O indicador utilizado pelo Litoralmania não representa quanto cada morador pagou de IPTU.

Trata-se de uma relação entre a arrecadação municipal e a população residente: o valor bruto de IPTU realizado pelo município em 2025 é dividido pela estimativa populacional do IBGE para o mesmo ano.

Por isso, municípios com grande quantidade de imóveis em relação à população residente podem apresentar um resultado per capita elevado.

No caso do Litoral Norte, essa característica merece uma investigação mais aprofundada, especialmente diante do peso do turismo, das residências de veraneio e do mercado imobiliário na economia de diversos municípios.

Como o levantamento foi feito

O Litoralmania cruzou os dados financeiros municipais do Siconfi/FINBRA, do Tesouro Nacional, com a estimativa populacional municipal de 2025 do IBGE.

Na base financeira, foi considerada a Receita Bruta Realizada da conta de IPTU. O indicador foi calculado pela divisão da arrecadação de IPTU pela população municipal.

O Tesouro Nacional informa que o Siconfi/FINBRA fornece os dados dos entes que enviaram suas contas anuais ao sistema. O IBGE, por sua vez, disponibiliza as estimativas municipais de população com referência em 1º de julho de 2025.

Para o cruzamento nacional, os municípios foram relacionados pelo código oficial do IBGE, evitando problemas causados por diferenças na grafia dos nomes.

Um caso ficou fora do ranking principal

Durante a análise apareceu um registro excepcional de IPTU para Plácido de Castro, no Acre, que produz um valor per capita muito acima dos demais municípios.

O município foi mantido na base de auditoria, mas não foi utilizado no ranking editorial principal enquanto o lançamento não for validado.

A decisão evita que uma possível inconsistência contábil distorça a comparação nacional.

Um ranking antigo ainda circula na internet

Um levantamento antigo atribui a Arroio do Sal R$ 633,51 de IPTU por habitante. Esse número, entretanto, pertence a uma base histórica e não representa o cenário atual.

Na base de 2025 analisada pelo Litoralmania, o município aparece com R$ 3.102,45 por habitante e ocupa a 4ª posição nacional.

O dado histórico é apresentado apenas como contexto. O ranking desta reportagem utiliza os dados mais recentes utilizados na apuração: Siconfi/FINBRA 2025 e população IBGE 2025.

O que os números mostram

O levantamento revela que a elevada arrecadação de IPTU por habitante não está concentrada em apenas uma cidade.

Xangri-Lá, Arroio do Sal, Capão da Canoa, Imbé, Torres, Balneário Pinhal, Cidreira, Osório e Tramandaí aparecem entre os 100 maiores resultados nacionais.

O resultado coloca o Litoral Norte em uma posição de destaque que merece ser investigada também sob a ótica do estoque imobiliário, número de imóveis, valores venais, alíquotas e presença de imóveis utilizados para veraneio.

O levantamento é exclusivo do Litoralmania e foi produzido a partir do cruzamento das bases oficiais, não da reprodução de um ranking pronto.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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