Rio Grande coloca 47 cavalos resgatados de maus-tratos e abandono para adoção
A Prefeitura de Rio Grande disponibilizou um catálogo virtual com 47 cavalos aptos para adoção responsável. Os animais foram resgatados após situações de maus-tratos, abandono ou por serem encontrados soltos em vias públicas e agora aguardam um novo lar.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal dos Direitos dos Animais (SMDA), que busca ampliar a visibilidade dos equinos e facilitar o processo de adoção.
Ao todo, estão disponíveis 29 cavalos e 18 éguas, identificados individualmente por número de registro, sexo e pelagem. Entre os animais há exemplares gateados, colorados, baios, rosilhos, tordilhos, tostados, oveiros, picaços e até uma égua da raça Appaloosa.
Todos os machos oferecidos para adoção já passaram por castração.
Por que esses cavalos foram resgatados?
A maior parte dos equinos foi recolhida após ser encontrada circulando livremente em áreas urbanas, situação que representa risco tanto para os animais quanto para motoristas e pedestres.
Outros foram retirados de casos de abandono ou de maus-tratos identificados pelos órgãos responsáveis.
Também fazem parte do grupo animais idosos, debilitados ou doentes que permaneceram sob responsabilidade do município depois de serem abandonados por antigos proprietários.
Segundo o secretário municipal dos Direitos dos Animais, Hiran Damasceno, a criação do catálogo virtual aproxima os futuros adotantes dos animais acolhidos e contribui para aumentar as chances de que cada um encontre um novo responsável.
Como os animais são cuidados enquanto aguardam adoção?
Enquanto permanecem no abrigo municipal, os cavalos recebem alimentação diária e acompanhamento veterinário.
Durante o inverno, a manutenção dos animais exige cerca de 80 quilos de ração por dia. Além disso, o abrigo utiliza feno produzido com azevém e trevo, doado por uma empresa do município.
Quem pode adotar um dos cavalos?
A adoção possui critérios definidos para garantir que os animais sejam encaminhados a locais adequados e tenham condições de bem-estar.
Entre os requisitos estão:
- Possuir propriedade rural com pelo menos um hectare de campo;
- Comprovar a posse do imóvel por documentação, como talão de produtor rural ou conta de energia elétrica;
- Não possuir histórico de maus-tratos contra animais;
- Providenciar, às próprias custas, o exame de Anemia Infecciosa Equina (AIE), obrigatório para emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA);
- Manter o animal exclusivamente em área rural, sem retorno ao perímetro urbano.
Por que o exame de AIE é obrigatório?
A Anemia Infecciosa Equina (AIE) é uma doença viral que afeta cavalos, éguas, jumentos e muares. Como não existe tratamento curativo, o exame é exigido para o transporte legal dos animais por meio da Guia de Trânsito Animal (GTA), contribuindo para evitar a disseminação da enfermidade.
















