Cidade do Litoral Sul registra mais de 700 focos do mosquito da dengue

Litoral Sul
Foto: Prefeitura de Rio Grande/ Divulgação

Rio Grande, no Litoral Sul, registra 703 focos do mosquito da dengue

Rio Grande identificou 703 focos do Aedes aegypti entre janeiro e setembro de 2026, número 70% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.

Os registros foram encontrados em diferentes bairros do município, enquanto a Secretaria Municipal de Saúde reforça o monitoramento e orienta os moradores a eliminar recipientes que possam acumular água.

Os dados constam no Boletim de Monitoramento das Arboviroses, elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs). Somente nos últimos 15 dias considerados pelo levantamento, foram identificados cinco novos focos.

Quais bairros concentram mais focos?

O Centro concentra a maior quantidade de registros, com 124 focos. Na sequência aparecem Cidade Nova, com 79; Distrito Industrial, com 69; Quinta, com 66; e Vila Maria, com 37.

Os cinco novos focos identificados no período mais recente estão nos bairros Aeroporto, Trevo, Getúlio Vargas, Linha do Parque e Hidráulica.

Por que o aumento preocupa?

O crescimento dos focos ocorre antes da chegada do período mais quente do ano, quando a combinação de chuva, água parada e temperaturas mais elevadas favorece a reprodução do mosquito.

Segundo Michele Menezes, coordenadora da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde, não há uma quantidade considerada segura de mosquitos. A presença do Aedes aegypti representa risco para a transmissão de doenças como dengue e chikungunya.

A ampliação do trabalho dos agentes de combate às endemias também contribuiu para aumentar a capacidade de identificação dos criadouros. Conforme a coordenadora, mais de 100 agentes realizam diariamente visitas a residências no município.

O trabalho inclui encontrar criadouros, eliminar os focos e orientar os moradores sobre as medidas de prevenção.

Onde estão os criadouros?

Os levantamentos realizados neste ano apontaram predominância de focos em depósitos móveis, ou seja, recipientes que podem ser facilmente removidos ou armazenados de maneira adequada.

Entre os exemplos estão:

  • baldes;
  • bacias;
  • vasos de plantas;
  • pneus;
  • recipientes com lixo acumulado;
  • tonéis;
  • piscinas;
  • bromélias.

Segundo a Vigilância em Saúde, parte desses criadouros ainda é encontrada dentro das próprias residências, especialmente em pátios, áreas de serviço e garagens.

Mais focos significam mais casos de dengue?

O aumento dos focos não significa que o município tenha registrado a mesma proporção de crescimento nos casos de dengue. Até o momento, Rio Grande contabiliza 60 notificações de dengue em 2026.

Desse total, três casos foram confirmados como autóctones, ou seja, contraídos no próprio município. Outras 57 notificações foram descartadas.

Também foram registradas 13 notificações de chikungunya. Dessas, 11 foram descartadas e duas permanecem em investigação.

O que os moradores podem fazer para evitar criadouros?

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que os cuidados sejam realizados de forma periódica dentro das residências. A recomendação é reservar um momento, pelo menos uma vez por semana, para procurar pontos onde possa existir água parada.

Entre as medidas indicadas estão:

  • colocar areia nos pratos de vasos de plantas;
  • manter pneus protegidos da chuva;
  • guardar garrafas viradas para baixo;
  • fechar adequadamente os sacos de lixo;
  • eliminar recipientes que possam acumular água.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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