Embora caiba recurso da decisão, o próprio médico já havia “renunciado” à profissão. No mês passado, Abdelmassih protocolou no Cremesp o primeiro pedido de cancelamento de seu registro. Na sexta-feira, 30 minutos antes do início do julgamento, o órgão recebeu novo requerimento de exclusão do registro e suspensão da sessão. O ofício, assinado por advogados e Abdelmassih, dizia que, ao julgá-lo, o Cremesp estaria se rendendo ao “clamor popular, provocado pela imprensa sensacionalista”. O pedido foi indeferido.
Em seu voto, o relator do processo pontuou todas as acusações que pesavam contra Abdelmassih, registrou as alegações do médico – entre elas que as pacientes tinham alucinações provocadas pela ingestão de um anestésico usado no tratamento – e decidiu pela cassação. Ao todo, o Cremesp instaurou 51 processos contra Abdelmassih – um para cada suposta vítima de abuso. As apurações prosseguem em relação aos outros 50 casos.”O dr. Roger já tinha pedido a exclusão de seu nome dos quadros da medicina. Me parece uma decisão inócua e que caracteriza a perseguição do Cremesp”, disse o criminalista José Luís Oliveira Lima, que defende Abdelmassih. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.






















