Após discussão por troco, menina de 12 anos teria sido queimada pela mãe no Litoral Sul

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Foto: imagem meramente ilustrativa

Menina de 12 anos sofre queimaduras graves e mãe é presa no Litoral Sul

Uma menina de 12 anos sofreu queimaduras graves em diferentes partes do corpo em uma residência no bairro Profilurb I, em Rio Grande, no sul do Estado. A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de homicídio. A mãe da adolescente, de 29 anos, está presa.

A prisão em flagrante ocorreu na noite de quarta-feira (23), após a adolescente dar entrada em uma unidade de saúde com lesões consideradas graves. Durante o atendimento médico, surgiram indícios de envolvimento da mãe nos ferimentos.

Adolescente relatou agressão durante atendimento

Segundo o delegado Maiquel Fonseca, responsável pela investigação, a própria vítima relatou aos profissionais de saúde como teria ocorrido a agressão.

De acordo com o delegado, a menina informou que a mãe teria jogado álcool sobre ela e ateado fogo. Ainda conforme Fonseca, pelo relato da vítima, a agressão teria ocorrido por um motivo banal.

Discussão teria começado por causa de troco

As informações reunidas até o momento apontam que a agressão teria ocorrido após um desentendimento dentro da residência.

A Polícia Civil apura a hipótese de que a discussão tenha começado depois que a adolescente utilizou um valor recebido de troco para comprar outro produto em um mercado.

O delegado ressaltou, porém, que essa informação ainda precisa ser confirmada durante o andamento do inquérito.

Outras três crianças estavam no local

Outro ponto investigado pela Polícia Civil é que a agressão teria ocorrido na presença de três irmãos da vítima.

As crianças têm 7, 8 e 10 anos. O Conselho Tutelar foi acionado após o atendimento médico e acompanha o caso.

Segundo o delegado, a situação causou forte impacto entre os profissionais que atenderam a adolescente devido à gravidade das queimaduras e à idade da vítima.

Vítima ainda não pode prestar depoimento

A adolescente permanece internada em estado grave e, neste momento, ainda não possui condições clínicas para prestar depoimento formal à Polícia Civil.

Enquanto isso, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) segue reunindo elementos para esclarecer a dinâmica da ocorrência.

De acordo com o delegado Maiquel Fonseca, os investigadores analisam prontuários médicos, buscam testemunhas, verificam informações com o Conselho Tutelar e procuram outros elementos que possam ajudar a esclarecer completamente o que aconteceu.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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