WhatsApp, pressão e ligações: o método usado para extorquir comerciantes no Litoral Sul

Extorsão em Rio Grande: Polícia Civil cumpre mandados contra suspeitos de ameaçar comerciantes e exigir depósitos bancários usando o nome de facções criminosas. Operação mira grupo suspeito de espalhar medo…
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Foto: Polícia Civil/Divulgação

Extorsão em Rio Grande: Polícia Civil cumpre mandados contra suspeitos de ameaçar comerciantes e exigir depósitos bancários usando o nome de facções criminosas.

Operação mira grupo suspeito de espalhar medo entre comerciantes

A Polícia Civil de Rio Grande deflagrou uma operação na manhã desta terça-feira (2) para investigar um grupo suspeito de praticar extorsões contra comerciantes do Litoral Sul.

Segundo o delegado Rafael Patella, responsável pela investigação, os trabalhos começaram ainda em maio, após registros policiais apontarem ameaças direcionadas a empresários locais.

Durante a ofensiva, agentes cumpriram mandados de busca em três residências. Também houve diligências dentro da Penitenciária Estadual de Rio Grande (Perg).

Apesar das buscas, não houve prisões nesta etapa da operação.

Como funcionava o esquema investigado no Litoral Sul

As investigações apontam que os suspeitos utilizavam mensagens de WhatsApp e ligações telefônicas para intimidar comerciantes e exigir pagamentos.

Os criminosos afirmavam falsamente integrar facções criminosas que estariam dominando a cidade. O objetivo era provocar medo imediato nas vítimas.

Conforme a Polícia Civil, as ameaças incluíam pressão psicológica e cobranças insistentes para que os comerciantes realizassem depósitos bancários.

Uso de redes sociais

Um dos pontos que chamou atenção da investigação foi a forma como os suspeitos coletavam informações pessoais das vítimas.

De acordo com a polícia, os investigados pesquisavam dados em redes sociais e fontes abertas para identificar estabelecimentos comerciais, proprietários e familiares.

Essas informações eram usadas durante as ligações e mensagens para dar aparência de monitoramento constante e aumentar a sensação de risco.

A estratégia fazia com que muitos comerciantes acreditassem que estavam realmente sendo observados por organizações criminosas.

Polícia alerta comerciantes para golpes e falsas ameaças

A Polícia Civil reforçou que as alegações de domínio territorial feitas pelos criminosos não correspondem à realidade.

Mesmo assim, as mensagens têm provocado medo, insegurança e pânico entre comerciantes e familiares.

O delegado Rafael Patella orienta que vítimas interrompam imediatamente qualquer contato e nunca realizem transferências bancárias.

O que fazer ao receber ameaças

Segundo a polícia, comerciantes e moradores devem:

  • Interromper imediatamente a conversa com os criminosos;
  • Salvar mensagens e áudios;
  • Registrar boletim de ocorrência;
  • Evitar depósitos ou transferências;
  • Procurar a Polícia Civil o mais rápido possível.

“Essas informações são essenciais para o avanço das investigações e identificação dos autores”, destacou o delegado.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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