O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) apresentou três denúncias criminais contra um homem de 47 anos, natural de Osório e morador de Torres, investigado por uma série de crimes praticados contra uma mesma mulher.
Conforme o órgão, ele responde por acusações de ameaça, perseguição (stalking), violência psicológica e descumprimento de medidas protetivas de urgência.
Segundo o Ministério Público, os casos ocorreram em Torres e Sapucaia do Sul entre 2025 e 2026. As denúncias ainda dependem de análise da Justiça e não representam condenação do investigado.
Ministério Público afirma que atuação começou antes da repercussão nas redes
O caso ganhou grande visibilidade nos últimos dias após relatos divulgados nas redes sociais. Entretanto, o MPRS afirma que a atuação institucional começou quando tomou conhecimento dos fatos, com investigações, pedidos de medidas protetivas e apresentação das denúncias.
A vítima permanece amparada por medida protetiva de urgência e recebeu atendimento especializado por meio da Central de Atendimento às Vítimas do Ministério Público.
Primeira denúncia relata ameaças em frente ao prédio da vítima
A primeira denúncia foi apresentada em 1º de setembro de 2025 pelo promotor de Justiça de Torres, Márcio Roberto Silva de Carvalho.
Segundo a acusação, os fatos ocorreram em 3 de julho de 2025, quando o investigado teria ido até o prédio onde a mulher morava, feito ameaças e arremessado pedras contra o edifício, atingindo vidraças.
Segunda denúncia aponta violência psicológica
A segunda denúncia, protocolada em 1º de abril de 2026, sustenta que a vítima teria sido submetida a sucessivos episódios de humilhações, ameaças, ofensas e comportamentos controladores, provocando graves impactos emocionais.
O processo aguarda apreciação judicial.
Terceira denúncia envolve stalking e descumprimento de medidas protetivas
Segundo o Ministério Público, mesmo após ser intimado das medidas protetivas, o investigado teria enviado mensagens, realizado ligações, perseguido a vítima e monitorado sua rotina.
Conforme a acusação, a mulher precisou deixar sua residência e buscar transferência do trabalho para preservar sua segurança.
Atendimento especializado
O Ministério Público informou que a vítima recebeu acolhimento da Central de Atendimento às Vítimas e reforçou que outras pessoas que tenham sido vítimas ou possuam informações relevantes podem procurar os Espaços Bem-me-quer para orientação especializada.
















