Ciclista morre após colisão em ciclofaixa e investigação aponta responsabilidade de pedestres

Morte de ciclista completa um mês no RS e investigação aponta possível culpa de pedestres em ciclofaixa Rio Grande do Sul: Cleocir morreu após colidir com duas pedestres na ciclofaixa…
Ciclista morre após colisão em ciclofaixa e investigação aponta responsabilidade de pedestres

Morte de ciclista completa um mês no RS e investigação aponta possível culpa de pedestres em ciclofaixa

Rio Grande do Sul: Cleocir morreu após colidir com duas pedestres na ciclofaixa da Avenida Brasil Oeste, em Passo Fundo, e o caso segue sob investigação da Polícia Civil um mês depois.

A tragédia ocorreu no bairro Boqueirão e ganhou novos desdobramentos após a polícia acessar imagens que mostram o momento do acidente.

As duas mulheres que estavam na área exclusiva para bicicletas são investigadas por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

O que a Polícia Civil já descobriu até agora

A delegada Daniela Mineto, responsável pelo caso, confirmou que os depoimentos colhidos nas últimas semanas reforçam a linha investigativa de responsabilidade das pedestres.

Segundo ela, o inquérito depende agora da conclusão dos laudos periciais para fechar a dinâmica completa.

As imagens analisadas se tornaram peça central para definir se houve imprudência direta no uso irregular da via.

Por que pedestres na ciclofaixa aumentam o risco de acidentes

A presença de pedestres em ciclofaixas é um problema recorrente em cidades brasileiras.

Diferente das ciclovias segregadas fisicamente, as ciclofaixas operam no mesmo nível da rua ou calçada, exigindo respeito rigoroso à sinalização.

No caso de Passo Fundo, parte da malha urbana mais antiga ainda apresenta divisão limitada entre áreas de circulação.

Isso eleva o risco de colisões em velocidades médias entre 20 km/h e 35 km/h, comuns no ciclismo urbano.

Histórico mostra que o risco já havia sido alertado pela vítima

Familiares afirmam que Cleocir já relatava situações frequentes de conflito no mesmo trajeto.

Segundo o sobrinho, episódios de quase queda e quase atropelamento faziam parte da rotina.

Esse padrão reforça uma condição estrutural: o problema não seria isolado, mas recorrente.

Na leitura técnica da mobilidade urbana, recorrência é um fator importante para medir falhas de uso e fiscalização.

O que diz a prefeitura sobre o uso correto das ciclofaixas

O município possui mais de 37 quilômetros de malha cicloviária.

Nos trechos mais novos, existe separação clara entre caminhódromo e espaço ciclável.

Nas áreas antigas, porém, essa divisão nem sempre está presente.

O secretário de Segurança Pública, Tadeu Trindade, reforçou que ciclofaixas exclusivas não podem ser usadas por pedestres.

Quando não há caminhódromo, o deslocamento deve ocorrer pela calçada.

Direto ao ponto

  • Acidente fatal completa 1 mês no RS
  • Polícia investiga duas pedestres por homicídio culposo
  • Imagens reforçam possível responsabilidade
  • Vítima já relatava riscos na ciclofaixa
  • Caso reacende debate sobre segurança cicloviária
  • Litoral gaúcho pode usar episódio como alerta preventivo

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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