Não houve liberação geral: MP explica o que muda nas obras da Guarita em Torres

Ministério Público esclarece decisão sobre obras em Torres e mantém proteção ao Parque da Guarita O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) esclareceu que permanece em vigor a…
Torres

Ministério Público esclarece decisão sobre obras em Torres e mantém proteção ao Parque da Guarita

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) esclareceu que permanece em vigor a proteção judicial sobre empreendimentos imobiliários situados no entorno do Parque Estadual da Guarita, em Torres.

Durante audiência realizada na segunda-feira (3), na 1ª Vara Cível da Comarca, ficou definida apenas a retomada de três obras específicas que estavam em estágio avançado de construção quando foram suspensas por decisão liminar.

A medida não representa uma liberação geral das obras atingidas pela ação civil pública movida pelo Ministério Público. Segundo a instituição, todos os demais empreendimentos continuam sujeitos à análise prévia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE), considerada indispensável para preservar uma das áreas ambientais e paisagísticas mais importantes do Rio Grande do Sul.

Entenda o que está em discussão

A ação civil pública foi proposta pelo MPRS para investigar possíveis irregularidades em licenças urbanísticas concedidas para empreendimentos localizados nas zonas 24 e 25 do Plano Diretor de Torres, abrangendo os bairros São Francisco e Guarita II.

O principal questionamento envolve a ausência da manifestação técnica prévia do IPHAE antes da emissão das autorizações municipais.

Para o Ministério Público, essa etapa é considerada essencial devido ao elevado valor ambiental, histórico e paisagístico da região próxima ao Parque Estadual da Guarita.

Três obras poderão ser retomadas

Durante a audiência, foi construída uma solução consensual para três empreendimentos que já apresentavam elevado grau de execução e estão localizados em áreas mais afastadas dos limites do parque.

Essas obras poderão prosseguir desde que cumpram todas as diretrizes técnicas estabelecidas pelo IPHAE.

A futura emissão do habite-se também dependerá da definição de medidas compensatórias, que serão discutidas em reunião marcada para o dia 11 de agosto, na Promotoria de Justiça de Torres.

MP esclarece que não houve liberação geral

“Não é verdade que todos os projetos e/ou licenças que estavam paralisados por força da liminar tiveram liberação”, afirmou a promotora de Justiça Dinamárcia Maciel de Oliveira.

Segundo a promotora, a solução construída durante a audiência foi resultado do consenso entre as partes e do acolhimento, pelo Município de Torres, das orientações técnicas apresentadas pelo IPHAE.

Estudo influenciará revisão do Plano Diretor

Por determinação judicial, o estudo técnico elaborado pelo IPHAE será encaminhado à Presidência da Câmara de Vereadores de Torres para subsidiar a revisão do Plano Diretor do município.

A expectativa é que o documento passe a servir como referência para futuras definições urbanísticas envolvendo áreas próximas ao Parque Estadual da Guarita.

Objetivo é preservar a Guarita

O Ministério Público destaca que a atuação busca conciliar desenvolvimento urbano, segurança jurídica e preservação ambiental, garantindo que o crescimento de Torres ocorra de forma compatível com a proteção de um dos principais patrimônios naturais e paisagísticos do litoral gaúcho.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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