(Da série ME METENDO EM BRIGA DE CACHORRO GRANDE)
Encontrei-me, neste final do mês de janeiro, pensando em Economia.
Vejam que pretensão!!!
E como sou, totalmente, leigo nesta ciência importantíssima me dediquei à pesquisas, cujas conclusões- com minhas opiniões- compartilho com meu amigos, sujeitando-me ao, consequente, contraditório.
As minhas buscas me levaram a constatar que o Presidente Luiz Inácio da Silva, recebeu do governo anterior um superávit fiscal de 54,9 bilhões de Reais e uma taxa Selic na ordem de 13,75% a.a.
Na perspectiva do Ministro da Fazenda do atual governo o superávit mencionado deveu-se a calotes praticados contra os governadores de todos os Estados brasileiros somados ao não pagamento de precatórios devidos pela União.
Reclamava, por sua vez, o Sr. Luiz Inácio da Silva, dizendo que o Banco Central através de seu presidente Roberto Campos Neto, praticando uma taxa Selic 13,75%.a.a. se posicionava, literalmente, contra a economia e ao desenvolvimento econômico do Brasil.
Passados três anos da posse da administração atual, o Brasil apresenta-se em um cenário de catástrofe econômica.
O Banco Central informa que Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) atingiu 65,3% do PIB (R$8,3 trilhões) em 2025, elevando-se 4,0 p.p. do PIB no ano.
Essa elevação refletiu, em especial, os impactos dos juros nominais apropriados (+7,9 p.p.), do efeito da valorização cambial acumulada de 11,1% (+1,3 p.p.), do déficit primário do período (+0,4 p.p.), dos demais ajustes da dívida externa líquida (-1,1 p.p.) e da variação do PIB nominal (-4,6 p.p.).
Somados a estes fatos as empresas estatais, abaixo mencionadas, estão com problemas financeiros gravíssimos:
· Correios: Enfrenta crise financeira, pedindo empréstimos e liderando o déficit.
· Emgepron: Empresa Gerencial de Projetos Navais (ligada à Marinha).
· Infraero: Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária.
· Eletronuclear: Enfrenta cenário “muito difícil” e precisa de aporte.
· Casa da Moeda: Apresenta fragilidade financeira.
· Hemobrás: Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia.
· CBTU: Companhia Brasileira de Trens Urbanos.
· Embrapa: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.
· Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
· Companhias Docas: Situação crítica nas unidades do Rio, Ceará, Pará, Bahia e RN.
E sua Excelência o Presidente Luiz Inácio da Silva, ao testemunhar que , em reunião do COPOM- de janeiro de 2026 a Selic foi fixada em 15,00%a.a, paradoxalmente, mante-se em rigoroso silencio e não acha que o Banco Central esteja trabalhando contra a economia do Brasil.
Mantêm-se, também completamente, silencioso às razões dos desempenhos negativos das importantes empresas estatais acima mencionadas.
De igual maneira, sua excelência o Ministro da Fazenda não explica a razão do déficit nas contas públicas e nem o péssimo desempenho financeiro das empresas estatais.
Como explicar-se esta mudança de posição e de atitude?
Resta-me, por não entender de economia e nem do que se passa na mente dos políticos, valer-me do gênio de Luiz de Vaz de Camões que nos diz que, no tempo, tudo é feito de mudanças…
“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
muda-se o ser, muda-se a confiança;
todo o Mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
diferentes em tudo da esperança;
do mal ficam as mágoas na lembrança,
e do bem (se algum houve), as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
que já coberto foi de neve fria,
e, enfim, converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
outra mudança faz de mor espanto,
que não se muda já como soía.”





















