Mulher de 26 anos é encontrada morta na Praia do Cassino; polícia investiga feminicídio
Uma mulher de 26 anos foi encontrada morta na noite de sábado (18), na beira-mar da Praia do Cassino, em Rio Grande, no Litoral Sul do Rio Grande do Sul.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e foi instaurada, inicialmente, como feminicídio.
Segundo a delegada Alexandra Perez Sosa, responsável pelas informações divulgadas sobre a investigação, a vítima apresentava sinais de violência.
A apuração preliminar indica que a mulher pode ter sido morta no próprio local onde seu corpo foi encontrado. Até o momento informado pela polícia, nenhum suspeito havia sido identificado.
O que a polícia sabe sobre o caso?
De acordo com a delegada Alexandra Perez Sosa, a jovem morava com a mãe e havia saído de casa na noite de sábado, quando foi vista pela última vez.
O corpo foi encontrado posteriormente na região da beira-mar da Praia do Cassino. A família realizou o reconhecimento na manhã deste domingo.
A polícia trabalha agora para reconstruir os últimos momentos da vítima e esclarecer as circunstâncias do crime.
Entre os pontos que a investigação deverá buscar esclarecer estão o horário em que a morte ocorreu, com quem a jovem teve contato após sair de casa e se houve participação de uma ou mais pessoas no crime.
Por que o caso é investigado inicialmente como feminicídio?
A Deam instaurou a investigação, inicialmente, como feminicídio. Essa classificação, porém, faz parte da etapa inicial da apuração e poderá depender dos elementos reunidos durante o inquérito.
Para a caracterização jurídica do feminicídio, é necessário que a morte de uma mulher esteja relacionada à violência de gênero nas circunstâncias previstas pela legislação.
Por isso, a abertura de uma investigação sob essa hipótese não significa que a motivação do crime já esteja definitivamente esclarecida.
A polícia deverá analisar depoimentos, perícias e outros elementos para determinar a dinâmica e a motivação do caso.
Vítima não tinha registros anteriores de violência doméstica
Conforme as informações repassadas pela delegada, não foram encontrados registros de ocorrências policiais envolvendo violência doméstica contra a vítima.
A jovem também não possuía namorado ou companheiro, segundo os dados preliminares informados durante a investigação.
Essas informações passam a integrar o trabalho policial, mas, isoladamente, não permitem determinar quem cometeu o crime ou qual teria sido a motivação.
Investigação busca reconstruir últimas horas da jovem
Um dos pontos centrais da investigação será estabelecer o que aconteceu entre o momento em que a mulher deixou sua residência e a localização do corpo na Praia do Cassino.
A apuração poderá reunir diferentes elementos para reconstruir essa cronologia. A definição das diligências cabe à Polícia Civil, conforme o avanço do inquérito.
Até a última informação disponível, não havia suspeitos identificados.
Novas informações poderão surgir conforme o avanço das investigações conduzidas pela Deam e a conclusão dos trabalhos periciais.
O que ainda precisa ser esclarecido?
A investigação ainda está em fase inicial e pontos fundamentais permanecem sem resposta pública, entre eles a autoria e a motivação do crime.
Também será necessário esclarecer as circunstâncias que levaram a vítima até o ponto da Praia do Cassino onde foi encontrada e confirmar, por meio da investigação, se aquele foi efetivamente o local do crime.
A Polícia Civil deverá avançar na apuração antes de estabelecer uma dinâmica definitiva para o caso.
O Litoralmania acompanha a investigação e atualizará as informações conforme novos dados oficiais forem divulgados.
















