Com a chegada dos dias mais frios, é comum perceber algumas mudanças na alimentação. A vontade de tomar algo quente aumenta, os pratos ficam mais encorpados e muitas pessoas sentem mais dificuldade para manter hábitos que pareciam naturais durante o verão.
Mas isso não significa que a alimentação precisa ser colocada em segundo plano durante o inverno. Pelo contrário. Essa pode ser uma ótima oportunidade para incluir refeições nutritivas, saborosas e que proporcionem mais conforto.
Um dos maiores erros que observo nessa época do ano é a ideia de que sopas e caldos são automaticamente refeições completas. Embora sejam excelentes opções para os dias frios, muitas vezes acabam sendo compostos apenas por legumes batidos, oferecendo pouca proteína e baixa saciedade.
Para que uma sopa funcione como uma refeição de fato, é importante que ela contenha uma fonte de proteína, como frango desfiado, carne, lentilha ou grão-de-bico. Além disso, a inclusão de carboidratos, vegetais variados e uma fonte de gordura de boa qualidade ajuda a tornar a refeição mais equilibrada e satisfatória.
O mesmo vale para outros pratos típicos do inverno. Preparações como carne de panela, purês, polenta e legumes assados podem fazer parte de uma alimentação saudável quando combinadas de forma adequada. Muitas vezes, o problema não está no prato quente em si, mas na ausência de alguns nutrientes importantes.
Entre os alimentos mais consumidos durante o inverno, o pinhão merece destaque. Além de ser uma tradição da estação, ele fornece carboidratos, fibras e minerais importantes.
Muitas pessoas costumam consumi-lo sozinho, como um lanche, o que não é um problema. Mas vale lembrar que ele é principalmente uma fonte de carboidratos. Por isso, quando o objetivo é montar uma refeição mais completa, pode ser interessante combiná-lo com fontes de proteína e outros alimentos nutritivos.
Uma forma simples de fazer isso é incluir o pinhão em preparações como refogados e sopas, aproveitando não apenas seu sabor característico, mas também seu valor nutricional.
Também é comum observar um aumento no consumo de lanches ao longo do dia durante o inverno. Pães, bolos e cucas podem trazer conforto e fazem parte da cultura dessa estação. O problema surge quando passam a substituir refeições completas de forma frequente. Nesses casos, é comum que a alimentação fique pobre em proteínas, fibras e micronutrientes, favorecendo uma menor saciedade e uma maior vontade de comer ao longo do dia.
Cuidar da alimentação no inverno não significa abrir mão dos alimentos que proporcionam prazer ou conforto. Significa apenas lembrar que o corpo continua precisando de nutrientes, energia e hidratação mesmo quando as temperaturas caem.
Gabriela C Souza – CRN – 21735D
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