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Ao não estabelecer qualquer limite moral durante a campanha, Dilma parece que desconsiderou que agora terá que governar um país onde mais da metade da população não lhe deu o aval para que assim o faça. Como vai lidar com os milhões de brasileiros que foram ofendidos, desdenhados e desrespeitados por ela e pelo babalorixá do PT, Lula da Silva, durante toda a sórdida campanha que promoveram?
Somos muitos, dona Dilma, milhões e milhões que continuarão a demonstrar sua indignação por toda malversação que nos salta à vista. As gravíssimas acusações que pairam sobre a cúpula do PT não se desvanecem nas urnas. Somos milhões e milhões que não nos julgamos, ao contrário do seu partido, acima da moralidade comum ou que pensamos, ainda, que tudo nos é exequível e permitido.
Pelo fato não gostarmos de bravatas e selvagerias ou por votarmos de forma discreta, não deduza você, dona Dilma, que somos poucos. Vale lembrar Edmund Burke, no auge da revolução francesa:
“Porque meia-dúzia de gafanhotos sob uma samambaia faz o campo tinir com seu inoportuno zumbido, ao passo que milhares de cabeças de gado repousando à sombra do carvalho inglês ruminam em silêncio, por favor, não vá imaginar que aqueles que fazem barulho são os únicos habitantes do campo; ou que logicamente são maiores em número; ou, ainda, que signifiquem mais do que um pequeno grupo de insetos efêmeros, secos, magros, saltitantes, espalhafatosos e inoportunos”.
A horda governista perdeu (se é que teve) a capacidade de interpretar a história. Ainda pior: como bons discípulos do duplipensar orwelliano, tentam reescrevê-la o tempo todo: forjam fatos, números e estatísticas, tudo para se guardar no poder a qualquer custo. Para isto contam com a candura e a insipiência de boa parte do povo brasileiro que acha que a relação escravizante e viciada entre doador e donatário é padrão em uma democracia justa e verdadeira. Pobre de nós!
Esta eleição, não se tratou, de modo algum, da dicotomia entre “direita” e “esquerda”, discussão esta, há muito restrita apenas ao romantismo dos ambientes acadêmicos, mas sim ao parto de um plano perverso que alveja a manutenção vitalícia do poderio econômico que se encontra à disposição dos que regem o governo brasileiro. Nada pode ser mais corrosivo do que isto. A alternância do poder é fator primordial para manter a saúde democrática de qualquer país, ainda mais quando se experimenta uma polarização política tão clara como a que hoje vivemos.
Hoje, não só tenho orgulho do meu voto, como quero que ele seja respeitado, pois é um dos quase cinquenta milhões (descontando os que deixaram de comparecer, brancos e nulos) que disseram não ao partido que criou um completo sistema de desvio de recursos públicos para sugar cada centavo de nosso dinheiro, pago com nosso suor. E ainda mais: defende seus arquitetos do crime como se heróis nacionais fossem.
Continuarei, pois, a fazer vigorosa oposição a tudo que ache tortuoso e condenável, pelo menos enquanto não mergulharmos completamente em um estado policialesco e autoritário, sonho de consumo dos petistas bolivarianos.
Se a máxima diz que “sem dor, sem ganho”, então ainda iremos sofrer bastante.




















