Novo horário da agência dos Correios de Osório entra em vigor nesta semana

Correios fecham 11 agências no RS e unidade de Osório passa a operar em novo horário Correios fecharam 11 agências no Rio Grande do Sul entre maio e junho, enquanto…
Correios, IPTU de Osório
Foto: © Antonio Cruz/Agência Brasil

Correios fecham 11 agências no RS e unidade de Osório passa a operar em novo horário

Correios fecharam 11 agências no Rio Grande do Sul entre maio e junho, enquanto a unidade de Osório, no Litoral Norte, teve o horário de atendimento alterado.

Crise bilionária provoca cortes e mudanças no atendimento

A crise financeira enfrentada pelos Correios começou a gerar impactos diretos no atendimento à população gaúcha. Entre o final de maio e o início de junho, a estatal encerrou atividades de 11 agências no Rio Grande do Sul.

As unidades fechadas estavam distribuídas em diferentes regiões do Estado.

Ao mesmo tempo, moradores do Litoral Norte também passaram a enfrentar mudanças operacionais. A agência dos Correios de Osório informou alteração no horário de funcionamento a partir de 10 de junho.

Novo horário da agência de Osório

Manhã: das 9h às 12h

Tarde: das 13h30 às 17h

Quais agências dos Correios foram fechadas no RS

Segundo informações divulgadas, os fechamentos ocorreram em diferentes regiões do Rio Grande do Sul.

Porto Alegre

  • No Foro Central, no bairro Praia de Belas
  • No Campus do Vale, da Ufrgs, no Bairro Agronomia
  • No número 5.718 da Avenida Protásio Alves, no bairro Vila Jardim
  • No número 2.080 da Avenida Bento Gonçalves, no bairro Partenon

Outras cidades atingidas

  • Duas unidades em Caxias do Sul
  • Uma unidade em Gramado
  • Uma unidade em Rio Grande
  • Uma unidade em Triunfo
  • Uma unidade em São Leopoldo
  • Uma unidade em Derrubadas

Os Correios afirmam que o atendimento continua disponível em outras unidades nos municípios atingidos.

Correios acumulam prejuízo bilionário

O fechamento das unidades faz parte do plano nacional de reestruturação da estatal.

O balanço financeiro mais recente aponta prejuízo de R$ 3,1 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2026.

Em 2025, os Correios acumularam perdas de R$ 8,5 bilhões, além de uma sequência de resultados negativos desde o final de 2022.

Plano nacional prevê cortes e venda de bens

Para tentar recuperar o caixa, os Correios anunciaram um conjunto de medidas estruturais.

  • Fechamento de mil agências próprias no Brasil
  • Venda de imóveis e ativos
  • Empréstimo de R$ 12 bilhões junto ao Tesouro Nacional
  • Programa de demissão voluntária (PDV)

Atualmente, a estatal possui cerca de 6 mil agências próprias no país, sendo aproximadamente 500 no Rio Grande do Sul.

Especialista aponta problema estrutural

O economista Darcy Carvalho avalia que as medidas adotadas ajudam momentaneamente o fluxo de caixa, mas não resolvem o principal problema financeiro da estatal.

Segundo ele, os Correios enfrentam queda de receitas diante da concorrência privada, enquanto os custos operacionais continuam aumentando.

Na prática, isso mantém o desequilíbrio financeiro da empresa mesmo com cortes, fechamento de unidades e programas de redução de despesas.

“Essas medidas ajudam a dar fôlego ao caixa da empresa, mas são paliativas. O principal problema dos Correios é o desequilíbrio entre receita e despesas.”

Programa de demissão voluntária teve baixa adesão

Os Correios também tentam reduzir gastos com pessoal através de programas de desligamento incentivado.

No Brasil, a empresa possui cerca de 80 mil funcionários. No Rio Grande do Sul, são aproximadamente 5,1 mil trabalhadores.

A meta da estatal era atingir adesão de 10 mil empregados ao PDV em 2026 e outros 5 mil em 2027.

Até agora, apenas cerca de 3,1 mil trabalhadores aderiram ao programa em todo o país.

No RS, segundo o Sintect-RS, foram aproximadamente 85 adesões.

O sindicato afirma que as condições financeiras oferecidas não foram consideradas atrativas pelos trabalhadores.

“A adesão foi muito baixa porque as condições apresentadas foram muito ruins, muitas vezes abaixo de uma rescisão normal.”

Centros de distribuição também podem fechar

Embora os Correios afirmem que não há previsão imediata de novos encerramentos, o Sintect-RS alerta que outros setores da empresa estão sob risco.

Entre as estruturas citadas pelo sindicato estão centros de distribuição localizados nos bairros Menino Deus e Navegantes, em Porto Alegre.

  • Centro de distribuição da Avenida Natal, nº 141, bairro Menino Deus
  • Centro de distribuição da Travessa Dr. Heinzelmann, nº 489, bairro Navegantes

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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