O resto é silêncio…

Ser colunista e formador de opinião, sobretudo nos dias em que vicejam os blogs, os jornais eletrônicos, ou portais de Internet, como é o caso de Litoralmania, em que todo…
Ser colunista e formador de opinião, sobretudo nos dias em que vicejam os blogs, os jornais eletrônicos, ou portais de Internet, como é o caso de Litoralmania, em que todo e qualquer gênero de leitor tem, através de seu comentário, o mais amplo e democrático direito de interagir com o autor, significa, primordialmente para o último, não ter a “casa” sob a proteção de “telhado de vidro”.

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Se, não poucas vezes, o nosso “telhado” – de “barro”, “cimento amianto” ou “concreto” – transfigura-se numa infeliz e apedrejada Geni, imagine-se o que “dele” restaria se de “matéria” tão frágil fosse.

Marília Gabriela entrevistou, em seu programa no Canal GNT, Paulo Moreira Leite, jornalista desde os 17 anos, diretor de redação de Época e do Diário de São Paulo, ex-redator chefe da Veja, correspondente em Paris e em Washington. Moreira Leite também assina uma coluna no portal da revista Época. Homem de inteligência rara, rápido de raciocínio suas palavras, muitas vezes, não acompanham a velocidade do seu pensamento. Perguntado pela apresentadora se respondia aos insultos de seus leitores, respondeu-lhe que não, seria engrandecer àqueles.

Esta é a postura que defendo, embora perceba que alguns dos meus confrades do Litoralmania replicam, treplicam ad infinitum… É, no entanto, o livre arbítrio de cada um.

Já fui política e ideologicamente tachado neste espaço desde o mais reacionário de direita – pouco faltando para sugerirem que até a bandeira com o brasão da TFP eu carregava – ao extremo e radical trotkista-leninista. Afinal, o que comunga este sonhador das letras e precário escriba? Parafraseando o compositor e grande precursor da Bossa Nova, ateu e comunista confesso, Carlos Lyra, minha posição é mais ou menos assim: politicamente eu sou proletário, economicamente eu sou burguês, mas esteticamente eu sou aristocrático, esteja ou não alinhado com o gosto da maioria.

Ao me definir como “esteticamente aristocrático” admito, por exemplo, que não gosto de pagode, de dupla sertaneja, dos paulos coelhos e dos maus poetas da vida que pululam os recitais, sem medo de soar arrogante – facilitando o trabalho de quem quer saber até que ponto se identifica comigo.

Estamos nos aproximando de mais um período eleitoral. A famigerada Lei da Mordaça, uma vez mais, se fará presente, coibindo, naquele período, aos meios de difusão toda e qualquer manifestação de afinidade ou afronta a qualquer candidato ou partido envolvido no pleito.

A partir dessa absurda premissa, o que se exige dos meios de difusão que são concessões públicas se exigirá também do “território livre, anárquico, sem Estado” ao condenar a equivalência a Internet. Assim, até o final das eleições, o resto é silêncio…. Mas, parafraseando meu prezado parente:

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