O sumiço em Osório que derrubou um esquema milionário de lavagem e tráfico

Ação da Polícia Civil cumpre 60 ordens judiciais no Litoral e Serra, mira lavagem de dinheiro e conecta transações de veículos ao desaparecimento de vítima em Osório. Capão da Canoa…
Osório

Ação da Polícia Civil cumpre 60 ordens judiciais no Litoral e Serra, mira lavagem de dinheiro e conecta transações de veículos ao desaparecimento de vítima em Osório.

Capão da Canoa e Arroio do Sal amanheceram com viaturas nas ruas e mandados batendo às portas. A Operação Fraus Vehiculorum colocou o Litoral Norte no centro de uma investigação que mistura desaparecimento, tráfico e lavagem de dinheiro.

Não é só papelada judicial. São R$ 3,5 milhões rastreados em poucos meses, carros apreendidos, imóveis bloqueados e empresas suspeitas de servir como fachada para dinheiro sujo circular como se fosse comércio comum.

O que é a Operação Fraus Vehiculorum?

Deflagrada pela Delegacia de Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD/DHPP), com apoio da DHPP de Caxias do Sul e do 12º BPM, a ofensiva cumpre 60 ordens judiciais em várias cidades do Estado.

  • 23 mandados de busca e apreensão
  • 5 veículos recolhidos
  • 2 imóveis com indisponibilidade
  • Quebra de sigilo fiscal e bancário
  • Bloqueio de bens que superam R$ 3,5 milhões

Além do Litoral, a operação alcança Caxias do Sul, Flores da Cunha, Farroupilha, Sapiranga e Porto Alegre.

Como Capão da Canoa e Arroio do Sal entram na investigação?

As duas cidades aparecem como pontos estratégicos do grupo. Parte dos suspeitos mantinha bens, veículos e negócios registrados no Litoral, região conhecida por facilitar compras imobiliárias rápidas e pulverizar patrimônio.

Na prática, imóveis de veraneio e carros de alto valor funcionariam como “cofrinhos” para esconder dinheiro do tráfico.

Qual a ligação com o desaparecimento investigado em Caxias?

O caso começou com documentos de um inquérito sobre um desaparecimento em Osório, inicialmente registrado na DP de Caxias do Sul. O detalhe que acendeu o alerta: o carro da vítima foi negociado após o sumiço, já nas mãos de pessoas ligadas à organização.

Para os investigadores, isso indica que a vítima pode ter sido executada e o veículo usado para movimentar recursos do grupo.

A Delegacia de Osório está responsável por investigar o desaparecimento da vítima.

O que a polícia descobriu nas contas?

A DRLD identificou um padrão típico de lavagem:

  • Entradas altas de dinheiro em curto prazo
  • Movimentações fracionadas
  • Empresas com faturamento incompatível
  • Compra rápida de bens duráveis

Em apenas quatro meses, R$ 3,5 milhões circularam nas contas dos investigados.

Resumo Rápido

P: Onde ocorreu a operação?
R: Principalmente em Capão da Canoa e Arroio do Sal, além de cidades da Serra e Capital.

P: Quanto dinheiro foi bloqueado?
R: Mais de R$ 3,5 milhões em bens e movimentações suspeitas.

P: Qual o objetivo?
R: Enfraquecer financeiramente o grupo ligado ao tráfico e a homicídios.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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