Sequestros, dívidas sem fim e casas tomadas: como agiotas aterrorizavam vítimas no RS

Uma operação da Polícia Civil prendeu 12 pessoas nesta sexta-feira (29) por envolvimento em um esquema de agiotagem, extorsão e violência no Rio Grande do Sul. Operação Intimoratus mira grupo…
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Uma operação da Polícia Civil prendeu 12 pessoas nesta sexta-feira (29) por envolvimento em um esquema de agiotagem, extorsão e violência no Rio Grande do Sul.

Operação Intimoratus mira grupo de agiotagem no RS

A ofensiva foi realizada pelas Delegacias de Polícia de Sapiranga e Nova Hartz, com apoio de aproximadamente 60 policiais civis.

A ação ocorreu nas cidades de Sapiranga e Taquara, mas as investigações apontam atuação do grupo também em Campo Bom e Nova Hartz.

Ao todo, 12 suspeitos foram presos durante a operação.

Duas pistolas também foram apreendidas.

Como funcionava o esquema das “dívidas infinitas”

Segundo a Polícia Civil, os criminosos ofereciam empréstimos com juros extremamente altos, variando entre 30% e 40% ao mês.

As vítimas realizavam pagamentos, mas os valores nunca eram considerados suficientes pelo grupo.

Os investigados continuavam exigindo mais dinheiro e outros bens para “quitar” dívidas que se tornavam praticamente eternas.

Bens exigidos pelos criminosos

  • Carros
  • Casas
  • Dinheiro em espécie
  • Transferência de patrimônio

As investigações apontam que os criminosos chegavam a transferir as supostas dívidas para familiares e amigos das vítimas.

Em alguns casos, pessoas que nunca haviam feito empréstimos também passaram a ser cobradas e ameaçadas.

Violência incluía intimidação e sequestros

O delegado Clóvis Nei afirmou que o grupo utilizava violência constante para pressionar as vítimas.

As cobranças incluíam:

  • Ameaças
  • Intimidação psicológica
  • Extorsão
  • Sequestros
  • Coação patrimonial

Segundo a Polícia Civil, o objetivo era ampliar continuamente o lucro da organização criminosa.

Advogado e corretoras atuavam para dar “aparência legal” ao esquema

Durante as investigações, os policiais identificaram a participação de um advogado e de duas corretoras de imóveis.

De acordo com os investigadores, eles ajudariam a dar aparência de legalidade às cobranças e transferências patrimoniais realizadas pelo grupo.

A suspeita é de que imóveis e negociações fossem utilizados para pressionar vítimas e mascarar a origem das cobranças.

Investigações começaram em 2025

Os primeiros registros de extorsão começaram a aparecer no final de 2025.

Com o avanço das denúncias em diferentes cidades da região, as delegacias de Sapiranga e Nova Hartz passaram a compartilhar informações.

Os investigadores perceberam que os mesmos suspeitos apareciam em diferentes ocorrências.

A partir disso, foi criada uma força conjunta para desarticular a organização.

Polícia já havia realizado outras 15 prisões

A Delegacia de Sapiranga informou que, durante as investigações anteriores ligadas ao caso, outras 15 prisões já haviam sido efetuadas.

A operação desta sexta-feira representa uma nova fase da ofensiva contra o grupo.

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Direto ao ponto

  • 12 pessoas foram presas na Operação Intimoratus
  • Grupo cobrava juros de até 40% ao mês
  • Vítimas eram ameaçadas e até sequestradas
  • Casas e carros eram exigidos para quitar dívidas
  • Advogado e corretoras são investigados no esquema
Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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