Operário fica soterrado em obra e mobiliza mais de 15 bombeiros em Capão da Canoa

Operário fica soterrado em obra e mobiliza mais de 15 bombeiros em Capão da Canoa
Foto: Operário fica soterrado em obra e mobiliza mais de 15 bombeiros em Capão da Canoa

Operário fica soterrado em obra e mobiliza mais de 15 bombeiros em Capão da Canoa

Um trabalhador ficou soterrado durante uma escavação para a construção de um condomínio residencial no distrito de Curumim, em Capão da Canoa, nesta quarta-feira (16). O resgate mobilizou mais de 15 bombeiros e se estendeu por cerca de sete horas.

O homem permaneceu preso sob a areia desde o início da tarde até pouco antes das 21h, quando foi retirado pelas equipes de salvamento.

A operação envolveu profissionais do 9º Batalhão de Bombeiros Militar (9º BBM), responsável pelo Litoral Norte, e do Batalhão de Busca e Salvamento (BBS), deslocado de Porto Alegre para reforçar o atendimento.

Resgate foi dificultado pela presença de água

De acordo com as informações repassadas pelas equipes que participaram da ocorrência, a grande quantidade de água presente no local foi um dos principais obstáculos para a retirada do trabalhador.

O homem permaneceu consciente durante todo o período do resgate. Enquanto os bombeiros trabalhavam na remoção da areia ao redor dele, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) acompanhava continuamente as condições da vítima.

Durante a operação, o trabalhador relatou sinais de hipotermia. Para ajudar a preservar sua temperatura corporal, foram utilizados lençóis térmicos.

Bombeiros precisaram avançar lentamente na escavação

A situação exigiu cuidado durante toda a operação porque a retirada de material precisava ser feita sem provocar um novo desmoronamento sobre o trabalhador.

Um equipamento metálico fornecido pela própria construtora, com três lados fechados e uma abertura, foi utilizado para auxiliar na escavação ao redor da vítima.

As equipes avançavam de forma gradual e interrompiam o trabalho quando o trabalhador relatava dor ou algum desconforto, permitindo que a operação prosseguisse de maneira controlada.

Trabalhador conseguiu avisar a família após ser retirado

Depois de ser retirado da área de escavação, o trabalhador conseguiu utilizar um telefone emprestado para enviar uma mensagem à família informando que estava bem.

Na sequência, ele foi encaminhado pelo atendimento de emergência ao Hospital Santa Luzia, em Capão da Canoa.

Até a publicação desta reportagem, não havia informação oficial detalhada sobre o diagnóstico ou a gravidade dos possíveis ferimentos.

Por que escavações exigem medidas específicas de segurança?

O acidente chama atenção para um dos riscos previstos nas normas de segurança da construção civil: o desmoronamento de escavações.

A Norma Regulamentadora nº 18 (NR-18), do Ministério do Trabalho e Emprego, estabelece regras específicas para atividades de escavação, fundação e desmonte de rochas. A norma determina que esses serviços sejam realizados e supervisionados conforme projeto elaborado por profissional legalmente habilitado.

Para escavações com profundidade superior a 1,25 metro, a NR-18 prevê proteção por meio de taludes ou escoramentos definidos em projeto, além da disponibilização de escadas ou rampas próximas aos postos de trabalho para permitir uma saída rápida em caso de emergência.

A norma também estabelece que as condições de segurança precisam considerar fatores como estabilidade do terreno e a presença de água ou outras estruturas próximas à escavação.

O que se sabe até agora

  • Local: distrito de Curumim, em Capão da Canoa;
  • Ocorrência: trabalhador ficou soterrado durante uma escavação;
  • Atividade: obra de construção de condomínio residencial;
  • Resgate: durou aproximadamente sete horas;
  • Equipes: participaram bombeiros do 9º BBM e do Batalhão de Busca e Salvamento;
  • Atendimento: o SAMU acompanhou a vítima durante a operação;
  • Estado durante o resgate: o trabalhador permaneceu consciente;
  • Destino: após ser retirado, foi encaminhado ao Hospital Santa Luzia;
  • Estado de saúde: ainda não havia boletim médico detalhado divulgado até a publicação.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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