Operação Penhor mobilizou a Polícia Civil nesta terça-feira (02) contra uma organização criminosa ligada ao comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro no RS.
Operação Penhor cumpre 94 medidas judiciais no RS
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da 2ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico (2ªDIN/Denarc), deflagrou na manhã desta terça-feira (02) a Operação Penhor, contra o comércio clandestino de armas de fogo no estado.
A ação ocorreu dentro da Operação Narke VI, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, e teve foco principal na região metropolitana de Porto Alegre.
Ao todo, foram cumpridas 94 medidas cautelares, incluindo:
- 24 mandados de prisão preventiva
- 22 mandados de busca e apreensão
- 36 sequestros de veículos
- 2 sequestros de imóveis
- 10 bloqueios de contas bancárias
Os alvos da operação estavam concentrados nos municípios de Porto Alegre, Gravataí, Cachoeirinha e Cidreira.
Prisões e apreensões durante a ofensiva
Até a publicação desta matéria, 20 investigados haviam sido presos.
Durante as diligências, os policiais também apreenderam:
- R$ 30 mil em dinheiro
- 8 veículos
- 1 moto aquática
- 3 armas de fogo
Como funcionava a organização investigada pelo Denarc
As investigações começaram após informações apontarem a atuação de indivíduos envolvidos no comércio clandestino de armas de fogo na região metropolitana, principalmente em Cachoeirinha e Gravataí.
Com o avanço das diligências, a Polícia Civil identificou uma estrutura criminosa considerada estável e organizada, com divisão funcional de tarefas.
Segundo a investigação, o grupo atuava em diferentes etapas do esquema criminoso, incluindo:
Aquisição e circulação de armas
Os investigados seriam responsáveis pela compra, armazenamento, negociação e distribuição ilegal de armas e munições.
O armamento abasteceria uma organização criminosa oriunda da região do Vale dos Sinos.
Lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial
De acordo com o delegado Wesley Lopes, o grupo utilizava operadores financeiros, empresas formalmente constituídas e interpostas pessoas para ocultar patrimônio e movimentar valores oriundos das atividades ilícitas.
As investigações apontam uma estrutura sofisticada de lavagem de capitais voltada à manutenção financeira da organização criminosa.
“As medidas patrimoniais deferidas representam importante instrumento de descapitalização da organização criminosa e de enfraquecimento de sua capacidade operacional”, destacou o delegado.
Por que a operação recebeu o nome “Penhor”
O nome da operação surgiu a partir de um diálogo interceptado durante as investigações.
Segundo a Polícia Civil, uma liderança da organização criminosa demonstrava inconformismo com cobranças relacionadas ao empenho de uma arma de fogo entre integrantes do próprio grupo.






















