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Dentre as notícias corporativas brasileiras, descobertas relevantes da Petrobras no Projeto Varredura, Vale descobrindo enormes jazidas de minério de ferro e a OGX finalmente anunciando seu Farm-Out.
Seria isso muito otimismo? Não…é apenas a minha lista de pedidos de presente de natal para o Velho Noel!!!
Este seria o melhor dos mundos, mas agora vamos colocar os pés no chão e falar de perspectivas mais palpáveis. Em linhas gerais o mundo deve continuar enfrentando as mesmas incertezas desses últimos meses de 2010. A situação da Europa não deve achar uma solução sólida ao longo dos próximos meses – os países ainda devem lutar para atrair investidores a prêmios não tão elevados, enquanto as autoridades da região tentam negociar acordos e medidas que garantam uma maior estabilidade econômica da região do Euro.
Nos Estados Unidos, o principal problema deve continuar sendo o mercado de trabalho desaquecido. As autoridades tem feito tudo que podem para suavizar as elevadas taxas de desemprego e também tentar impulsionar um maior aquecimento da atividade econômica do país – de tudo mesmo (gastam dinheiro que não têm, isentam impostos, imprimem dinheiro, brigam com outros países por causa de suas políticas de comércio internacional, colocam toda a culpa no Obama…)! Depois de tudo isso, nesse final de ano, a maior economia deu sinais de vida, mas até o momento ainda continua adormecida.
Na Ásia, a China deve ter conflitos de interesses com os investidores, na medida em que tenta adotar políticas contracionistas para evitar alta na inflação e bolhas em certos segmentos na economia. Como se evita alta de preços? Aumentando juros… Juros altos atraem mais investidores, maior fluxo de investimento para o país, e consequentemente, mais chance de bolhas nos ativos… E agora?? Jogo de cintura para as autoridades chinesas ao longo de 2011!
Aqui, a nossa ilustre presidente tem desafios pela frente. Uns são mais fáceis, como ser a primeira mulher presidente do Brasil. Já outros um pouco mais complicados, como cortar em grande escala os custos do governo e ao mesmo tempo conseguir manter a economia o mais aquecida possível. Além disso, ela tem que ser simpática ao mercado – o Lula, que chegou causando temores nos investidores, saiu como “o cara”, graças aos seus talentos diplomáticos e desempenho da economia brasileira durante o seu governo, que atraíram cada vez mais recursos ajudando a impulsionar ainda mais o nosso crescimento.
Para finalizar e tentar conciliar os meus pedidos de natal com a realidade, facilitando o trabalho para o Velho Noel, seguem as nossas reais projeções para o ano de 2011. Esperamos um crescimento de 4,4% para a economia brasileira. A Selic deve subir em 1 ponto, para 11,75% visando trazer a inflação para mais próxima a meta, que nas nossas projeções deve encerrar o ano em 4,7. A taxa de desemprego deve continuar baixa, terminando 2011 em 6,8% e acompanhada ainda de um aumento da renda da população brasileira. As nossas empresas devem continuar apresentando lucros robustos e a taxa de câmbio deve encerrar o próximo ano em RS$1,75.





















