Pinguins resgatados cobertos de óleo voltam ao mar após recuperação no litoral do Rio Grande do Sul
Dezesseis pinguins-de-magalhães resgatados em junho no Litoral Sul do Rio Grande do Sul, após serem encontrados cobertos de óleo e em estado debilitado, foram devolvidos ao mar na quinta-feira (30), no município de Rio Grande.
As aves passaram cerca de 45 dias em tratamento intensivo no Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram), da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). Outros dois animais permanecem em recuperação.
Os pinguins chegaram ao centro de reabilitação apresentando quadros de hipotermia, anemia, desidratação e comprometimento da impermeabilidade das penas devido à contaminação por petróleo.
Após estabilização clínica, limpeza especializada das penas, hidratação, alimentação e monitoramento veterinário, receberam alta para retornar ao ambiente natural.
Como foi a recuperação dos pinguins
Antes da despetrolização, os animais precisaram recuperar as condições clínicas para suportar o procedimento de limpeza.
Esse processo é considerado fundamental para aumentar as chances de sobrevivência, já que o óleo compromete a capacidade de isolamento térmico das penas e dificulta a flutuação e a busca por alimento.
Durante a permanência no Cram/Furg, os pinguins receberam:
- alimentação controlada;
- despetrolização das penas;
- monitoramento até recuperação completa.
Soltura ocorreu em alto-mar

Os animais foram transportados em caixas apropriadas até uma embarcação, que navegou para uma área de alto-mar.
Cada um dos 16 pinguins recebeu um microchip de identificação antes da soltura.
Segundo a coordenadora do Centro de Recuperação de Animais Marinhos, Paula Canabarro, o dispositivo permitirá acompanhar os animais caso sejam novamente encontrados no litoral.
“Todos os animais receberam um microchip. Então, se alguém avistá-los, ou se mesmo aqui na nossa praia eles voltarem a aparecer, teremos condição de identificá-los e saber do seu andamento pós-liberação.”
Monitoramento continua após a soltura

Embora tenham retornado ao ambiente natural, os pinguins continuarão sendo monitorados de forma indireta por meio dos microchips implantados.
Caso algum deles seja encontrado novamente nas praias do litoral, será possível identificar seu histórico clínico e avaliar a adaptação após a reintrodução na natureza.
















